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[Resenha] Uma Vez – Anna Carey

Publicado em 03 abr, 2015

Uma Vez – Anna Carey

Editora: Galera Record
ISBN: 9788501092762
Ano: 2015
Páginas: 288
Classificação: 

Pela primeira vez desde que fugiu da escola, muitos meses atrás, Eva pode dormir tranquila. Ela está morando em Califia, um refúgio para mulheres, protegida do aterrorizante destino reservado às meninas órfãs na Nova América. Mas a estabilidade tem um preço: foi obrigada a se separar de Caleb, o garoto que ama. Mas, quando fica sabendo que ele está em perigo, abandona tudo para encontrá-lo e acaba caindo em uma armadilha. Agora, presa na Cidade de Areia e vigiada 24 horas por dia, Eva descobre um segredo de seu passado que não poderia ter imaginado nem em seu pior pesadelo.

Resenha por Carol Teles:
Mais um livro do meio de série, e posso afirmar que mesmo que Uma Vez não seja tão bom quanto ele poderia ser, achei menos ruim do que foi Eva.

Como já comentei com vocês na resenha do primeiro, Eva não foi minha distopia predileta. Passa longe disso. Tem um bom argumento e personagens que poderiam ser incríveis se fossem bem trabalhados. Mas sabe quando a protagonista é tão desconexa com o resto da trama que você meio que se desestimula em gostar dos outros? Foi o que aconteceu com esse livro. E qual foi meu primeiro problema quando peguei o segundo? Não lembrava quem era ninguém além da protagonista, que dá nome a série.

Por ser uma continuação, não vou discorrer sobre o que se passa de fato em Uma Vez. No primeiro temos a visão de meninas que estudam em um colégio interno depois de uma catástrofe mundial, e que estão sendo preparadas para seguirem carreiras importantes, de acordo com a média escolar. Eva, por ser uma boa aluna, está ansiosa para saber onde será enquadrada. Só que ela descobre que o que acontece com as meninas não é o que imaginava, e foge do lugar.

O primeiro livro acaba de uma forma que me fez odiar a garota de coração. Achei Eva mesquinha, medrosa e tantos outros adjetivos negativos que o resto da minha resenha seria toda de críticas. Esse foi o motivo que me fez odiar Eva, e o motivo que me fez vir com cautela para o segundo volume.

O começo de Uma Vez ainda é aquela ambientação do final do primeiro. Eva para de ser tão idiota e vai em busca do que deixou para trás. E a partir disso a menina começa a se enfiar num emaranhado complicado e político que de início até me pegou de surpresa porque não esperava por aquela revelação na história. Só que murchei novamente quando entendi que a autora não saberia dar voz a essa nova problemática que criou, e fez mais ladainha chata num contexto que funcionaria perfeitamente se fosse melhor trabalhado.

Enxergo que a maioria dessas distopias para jovens tenta amenizar situações que de maneira nenhuma deveriam ser amenizadas. Podia ser real, sabe? Colocar uma garota se vestindo bem e agindo como se nada estivesse acontecendo é estúpido. Do mesmo modo que colocar alguém impulsivo e que não pensa numa visão mais ampla antes de agir como uma babaca. Eva tem esses dois defeitos ao mesmo tempo, e isso me deixou muito furiosa.

A autora tem boas ideias. Ela criou um universo possível com problemáticas possíveis, mas esquece de trabalhar nisso de maneira mais crua, como deve ser num universo distópico. Não sei se é porque sou da carnificina, mas muita volta e romance me deixa com estômago embrulhado nesse tipo de livro.

Agora vou dizer a vocês que ela inseriu uma determinada situação que inovou tudo o que já li sobre distopia até agora, e vocês sabem que leio muito o gênero. Uma coisa que eu achei que deveria ter aparecido em pelo menos uma das tantas distopias que li, e que acabei nunca vendo. Por medo de ousar ou pela preocupação dos autores com as mentes jovens? Alou, o negócio é real, caramba! Colocar jovens agindo como jovens e recebendo problemas jovens é muito bom!

Minha curiosidade foi tão grande, que acabei pegando o terceiro em inglês para dar uma folheada, só para ver se eu estava certa sobre minha dedução. Estava.  Ah, isso é importante… o fato que estou comentando acontece no segundo, mas só é revelado no terceiro. Então bota a cabeça para pensar e tenta chegar num consenso sobre as coisas que aconteceram aqui e tirar suas próprias conclusões.

Eu li Uma Vez mais rápido do que li Eva. Mas foi porque o negócio estava tão fora de nexo que esperei a autora encaixar tudo de forma correta. Ela tinha todos os elementos na mesa, mas fez as ligações erradas e perdeu a chance de levantar a série. Então é isso. Mais uma distopia mais ou menos. Com ideias boas, mas problemas sérios no desenrolar da trama. Eu até indico porque vi muita gente gostando do livro. Pessoalmente não foi o meu caso.

Quase formada em Letras; quase formada em Biblioteconomia, sou altamente inquieta e tenho problemas em terminar coisas que comecei. Durmo pouco e com milhões de travesseiros. Sou chocólatra e passo parte do meu dia em uma Interprise ou Millenium Falcon porque meu filho vive no espaço. Perco-me na vida. Encontro-me nos livros.

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