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[Resenha] Fênix: A Ilha – John Dixon

Publicado em 21 abr, 2014

Fênix: A Ilha – John Dixon
Editora: Novo Conceito
ISBN: 9788581633824
Ano: 2014
Páginas: 336
Classificação: 
Página do livro no Skoob

Sem telefone. Sem sms. Sem e-mail. Sem TV. Sem internet. Sem saída. Bem-vindo a Fênix: A Ilha. Na teoria, ela é um campo de treinamento para adolescentes problemáticos. Porém, os segredos da ilha e sua floresta são tão vastos quanto mortais. Carl Freeman sempre defendeu os excluídos e sempre enfrentou, com boa vontade, os valentões. Mas o que acontece quando você é o excluído e o poder está com aqueles que são perversos?

Resenha:
Personagens cativantes, cenário assombroso, enrendo fantástico. Fênix: A Ilha me prendeu e me fez devorar suas páginas. É absoluta-urra-mente incrível, viciante e imprevisível. Suei frio!

O orfão Carl Freeman tem um senso de honra e justiça altamente elevado. Diferente dos outros. Ele é um personagem ferido e corajoso. A empatia é instantânea. Quando pequeno não imaginava a crueldade que habitava nas pessoas, mas ao conhecê-la jamais a esqueceu. Todo o seu passado o definiu, o marcou para sempre. Aos 16 anos ele já passara por uma dúzia de lares adotivos, abrigos e centros de detenção juvenil. Sempre envolvido em confusões e problemas, sempre defendendo os fracos dos valentões. Não por simpatia mas por ódio. Ele encontrou no Boxe a chance de dedicar-se a algo e crescer mas sua longa ficha criminal o levou para o tribunal, mais uma vez. E apesar de seu potencial, seu temperamento explosivo dificulta qualquer acordo. Carl fora sentenciado à Ilha Fênix, um campo de treinamento de estilo militar, um confinamento que deve durar até seu décimo oitavo aniversário.Um confinamento que o fará desejar a prisão estadual…

Os jovens, meninos e meninas, mandados para a Ilha Fênix não possuem ninguém. Isolamento é a palavra-chave. Deus estará de férias enquanto sobreviverem a ela, nenhum contato com o mundo exterior é permitido ou possível. Sem telefonemas, e-mails ou tweets. Ninguém lá fora sabe onde os encontrarem e isso não faz diferença.  Fora dos Estados Unidos e longe de suas leis. Qualquer tentativa de fuga será encarada como uma sentença de morte. Há coisas ruins na floresta e Tubarões-Martelo habitam o mar. O hospital pediátrico da Ilha é conhecido como Oficina e todo o treinamento é dividido em fases onde são testados das formas mais bizarras e exaustivas possíveis. A rotina é massiva e o sono é um privilégio raro. Qualquer resposta interpretada de forma errada renderá flexões e abdominais em asfalto quente. Urra? Urra.

Carl está morto para o mundo assim como seus pais e sua intenção é ficar longe de encrencas, deixar o tempo passar. Bem… Não será tão fácil assim.  O Sargento Instrutor Parker, eis o personagem mais odiável de toda a trama, implicará com Carl desde o desembarque, onde toma posse da única medalha que Carl guardara de seus dias de glória no Boxe. A paciência é um trunfo que nem sempre será o bastante. Seu novo amigo Ross, sempre usando o humor como tática de autodefesa, será alvo de gangues internas dispostas a derrubar qualquer membro mais frágil. Pronto-Socorro, outro garoto atormentado pelas gangues de Davis e Decker, será um dos pontos mais fortes do livro. Carl, obviamente não se manterá longe de seus instintos naturais por muito tempo. O sangue é presente em boa parte do livro e ele irá talhar.

Quando um diário de um antigo membro é encontrado e a verdade vem à tona, Carl e Ross descobrem a grandiosidade de tudo aquilo. O medo se instala e medidas drásticas e nem sempre cautelosas serão tomadas. Execuções públicas, eletrochoques, Caçadas na floresta, Lobotomias e a temível Cabine de Suor atormentarão sua estadia na aparentemente correta Ilha Fênix, onde a punição é desculpa para reabilitação.  Uma garota de mecha branca, Octavia, chama atenção de Carl e será determinante para o enrendo. Assim como o inesperado encontro o Ancião que controla todas as Ilhas Fênix existentes no mundo…

A narrativa em terceira pessoa sempre funciona perfeitamente em livros assim, frenéticos e recheados de momentos de tirar o fôlego. Conseguem imaginar a adrenalina presente nessas páginas? O cenário é uma ilha comandada por mercenários, soldados sem escrúpulos e altamente treinados. Terminei a leitura na expectativa do próximo e perplexo com tudo que li.

Felipe Miranda

Felipe Miranda

Sou redator, produtor de conteúdo, freelancer 24h e quase jornalista. Não consigo ficar quieto. Criei o OMD aos 15 anos e de lá para cá já vivi um mundo inteiro de histórias malucas (sem nem sair de casa).

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