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[Resenha] O Jogo – Anders de la Motte

Publicado em 21 out, 2015

O Jogo – Anders de la Motte
ISBN-10: 8566636511
Ano: 2015
Páginas: 272
Idioma: português
Editora: DarkSide
Classificação: 
Página do livro no Skoob

Você quer jogar? É só um jogo. Isso é o que pensa Henrik “HP” Peterson, protagonista da Trilogia The Game, ao aceitar um convite anônimo, via celular, para participar de missões inusitadas pelas ruas de Estocolmo. Mas a cada tarefa cumprida, e devidamente compartilhada na rede, ele tem a sensação de que a brincadeira está ficando séria demais. Será paranoia? Ou será que HP está realmemte caindo numa poderosa rede de intrigas, com conexões que poderiam chegar aos responsáveis pelo assassinato do primeiro ministro sueco em 1986 ou até mesmo aos ataques do 11 de setembro? Quem afinal está por trás desse JOGO? Você tem coragem de investigar?

Resenha:
É tão difícil não gostar de algo que a Darkside publique, mas tenho que admitir: The Game não funcionou bem comigo. A trama me dividiu entre “nossa, esse capítulo não vai acabar nunca?” e “pelo amor de deus, como assim? Agora as coisas começaram a melhorar”. Imaginem acompanhar uma história de 300 páginas (que poderiam ser 600) nesse ritmo. Tive lapsos de inconsciência.

É uma escrita extrema. Quando o autor quis ser lento, ele quase parou. Quando quis ser frenético, levou a história às alturas. O grande problema é que a trama parece não sair do lugar por um tempo longo demais, e, sinceramente, já passei da época de insistir tanto em livros. Ou é bom ou não é. O protagonista atende por HP, está na faixa dos 30 anos, é um ex-presidiário desempregado e não dá a mínima para nada. A cada capítulo tive a certeza de que ele não valia o que um gato de rua enterra. Sabe aquele tipo de pessoa que só enxerga os amigos quando precisa? Podem ter a certeza de que HP vai precisar da ajuda até dos inimigos para sair vivo da encrenca em que se meteu.

O cara simplesmente encontrou um celular no metrô, aceitou participar de uma espécie de competição e está encarando desafios absurdos, perigosos e ilegais. Coisas do tipo pichar um muro, invadir uma casa, soltar uma pedra no carro da polícia, armar uma bomba num comício político. Pasmem: ele nem por um segundo avalia tudo isso como algo negativo. Êxtase. É isso que ele sente a cada missão bem sucedida. A irresponsabilidade que ele carrega é tão genuína que fiquei sem reação em várias situações. Poxa, o cara não vai sentir culpa em momento algum? Ele fere “inocentes”!

O aparelho celular que encontrou é do tipo irrastreável, super moderno e funciona como câmera para ele filmar tudo o que faz. Aqui está mais um detalhe que qualquer ser humano de bem consideraria. A cereja do bolo é o fato de existir outras pessoas como ele. Que aceitam realizar crimes, filmar e disponibilizar na plataforma online do jogo. Quanto mais arriscada for sua façanha, mais pontos você ganha. Sim! Existe um ranking!

Acho que já deu para entender como funciona tudo isso. A trama muda quando HP falha em uma missão falsa. O Mestre do Jogo resolveu testar a confiança dele e nosso protagonista simplesmente não foi forte o suficiente. Eliminado e com saudades da adrenalina que a competição havia injetado em suas veias, ele resolve ir atrás de alguém que possa lhe explicar o que aconteceu. HP quer uma segunda rodada. É tudo muito absurdo, e vou repetir mais uma vez só para frisar: é tudo muito absurdo. As teorias conspiratórias que são jogadas a cada capítulo insinuam que atentados terroristas alá 11 de setembro podem ter sido ações de pessoas normais participantes do jogo. É mole?

Calma que HP não é único personagem dessa história. A irmã dele também divide as narrações em capítulos intercalados. Ela é uma policial, vai estar envolvida e é melhor você ler para crer. Rebecca cai de paraquedas na confusão e tê-la nisso tudo é um alívio. Ninguém aguenta a burrice fanática de HP. Assim como o irmão, que tem um passado bem nebuloso, ela carrega nas costas um peso grande demais. Algo que vai sendo explicado aos poucos a cada folhear de páginas.

Quanto a diagramação, bem, estamos falando da Darkside. Não tem como reclamar de marcadores estilizados, capa dura e identidade visual cheia de referências ao jogo. Senti falta de ritmo, apenas isso. Uma ideia tão legal acabou enfadonha sendo narrada de forma arrastada.

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