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‘O Instituto’ não é o tipo de livro do Stephen King que você espera, mas é bom. Saiba porque adoramos a leitura!

Publicado em 17 dez, 2019

O Instituto – Stephen King
ISBN-13: 9788556510853
Ano: 2019 / Páginas: 544
Editora: Suma
Classificação: 

No meio da noite, em uma casa no subúrbio de Minneapolis, um grupo de invasores assassina os pais de Luke e sequestra silenciosamente o menino de doze anos. A operação leva menos de dois minutos.Quando Luke acorda, ele está no Instituto, em um quarto que parece muito o dele, exceto pelo fato de que não tem janela. E do lado de fora tem outras portas, e atrás delas, outras crianças com talentos especiais, que chegaram àquele lugar do mesmo jeito que Luke. O grupo formado por ele, Kalisha, Nick, George, Iris e o caçula, Avery Dixon, de apenas dez anos, está na Parte da Frente. Outros jovens, Luke descobre, foram levados para a Parte de Trás e nunca mais vistos. Nessa instituição sinistra, a equipe se dedica impiedosamente a extrair dessas crianças toda a força de seus poderes paranormais. Não existem escrúpulos. Conforme cada nova vítima vai desaparecendo para a Parte de Trás, Luke fica mais e mais desesperado para escapar e procurar ajuda. Mas até hoje ninguém nunca conseguiu fugir do Instituto.

Não escondo de ninguém o quanto King é rei do meu coração desde o primeiro livro, lá na década de 90, quando eu nem deveria estar lendo qualquer livro dele, mas achei Carrie na biblioteca e devorei em duas sentadas. Hoje tenho consciência que Carrie passa longe de ser meu livro predileto dele, mas foi o que abriu minha mente para as obras do autor. 

Então sou daquelas que quando alguém vem dizer… tem livro do King para sair, eu corro para comprar. Ou pedir, porque sou dessas. Vamos combinar que os livros do cara são caros pra cacete! 

Foi assim que aconteceu com O Instituto, e nem necessariamente fiquei em desespero por ser apenas um livro do King, mas porque era um livro do King com uma premissa bem semelhante a outra obra dele que amo, IT, e a série do meu coração Stranger Things

De início eu tive um estranhamento enorme com esse livro. Ele estava fluido demais, e nunca li nenhum livro do King que não me deixasse cansada, por causa do ritmo. Em O Instituto isso não acontece. Quando dei por mim estava na página cem e nem um pouco cansada para fechar. Foi um livro que li em dois dias, e acho que só fiz isso com Carrie, quando tinha doze anos e todo tempo do mundo para ler. 

É King raiz? Não, não é, mas ele construiu um diacho de livro que funciona. Em ritmo, em trama e no significado dela. Eu realmente engoli os acontecimentos, e poderia fácil acreditar que coisas assim podem existir na vida real. Nisso também me lembrou outra obra dele, A Incendiária

Acho que se pudesse dizer a melhor coisa desse livro, seria o protagonista. Na verdade temos dois, coisa comum em livros do autor, mas a concentração maior da trama fica nas mãos de Luke, um garoto super inteligente que vai dormir em sua casa e acorda em uma instituição isolada do mundo. Não sabe o que aconteceu com os pais, e precisa se ambientar nesse novo lugar e as novas pessoas que vivem lá, garotos como ele. 

Um ou outro leitor pode dizer que Luke se acostumou rápido demais ao local, mas eu não senti nem um pouco de incômodo com isso. A personalidade de Luke não deixa que ele seja o tipo de garoto que piraria em uma situação dessas. Ele é calculista demais, inteligente demais, e tem sim seus momentos de se esconder em seu quarto e chorar de preocupação, mas nunca na frente de ninguém. Isso seria perder terreno da segurança que ele tinha. 

E vou dizer, a trajetória de herói desse garoto é para deixar qualquer Chuck Norris no chinelo. Ele cresce de um jeito incrível! Já era um puta personagem genial no início, e lá perto do fim eu literalmente fechei o livro e bati palmas para ele. O menino é ouro! Hoje, prestes a virar o ano, posso garantir que Luke foi o melhor protagonista do meu ano, e isso é muito de mim, que sou super exigente com os personagens que curto. 

O livro é uma mistura de sobrenatural, porque envolve garotos com poderes, mas também chega a ser um drama policial, por conta da situação em que estão envolvidos. Acredito que o tipo de medo que o King quis retratar aqui seria o medo de não saber exatamente quem se é, já que no final ele deixa essa ideia de que talvez os garotos fossem vilões como também mocinhos. Fica aquela dúvida no ar, e eu adoraria ver uma continuação desse livro, mesmo com Luke e os outros garotos adultos. 

Como disse, o livro tem um sentimento que me lembrou bastante It. Não sei se foi porque enxerguei Bill em muitas das atitudes corajosas de Luke, ou pela união dos garotos (que não chega perto dos meus Losers incríveis, mas funciona). O fato é que O Instituto entrou na minha lista de melhores do ano com folga, desbancando muitos dos outros que também estão nela. King raiz ou não, esse livro me conquistou por inteira. 

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