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11 motivos para ler “A Espada do Destino”, de Andrzej Sapkowski

Publicado em 21 maio, 2019

A Espada do Destino – Andrzej Sapkowski
ISBN-13: 9788578275563
Ano: 2012 / Páginas: 380
Editora: WMF Martins Fontes
Classificação: 

Geralt de Rívia é um bruxo. Um feiticeiro cheio de astúcia. Um matador impiedoso. Um assassino de sangue-frio, treinado desde a infância para caçar e eliminar monstros. Seu único objetivo: destruir as criaturas do mal que assolam o mundo. Um mundo fantástico criado por Sapkowski com claras influências da mitologia eslava. Um mundo em que nem todos os que parecem monstros são maus e nem todos os que parecem anjos são bons.

 

1 – É preciso dizer que “A Espada do Destino” segue o mesmo formato de “O Último Desejo”, livro que antecede este e dá início a saga de Geralt de Rívia. O livro não conta apenas uma história. Não existe uma problemática inicial que se desenvolve no livro até o seu desfecho nas últimas páginas. Essa obra reúne vários contos e em cada um deles Geralt está enfrentando um desafio, seja ele problema seu ou não.

2 – Geralt é definido como um bruxo-mutante. Um homem rejeitado pela mãe e exposto a várias experiências alquímicas e experimentais enquanto ainda criança. Todos os poderes que ele conquistou com essas sessões de tortura o tornaram uma espécie de lenda imortal. Ele é muito poderoso, respeitado e procurado para missões que só alguém frio e calculista poderia ter sucesso. A grande questão é que ele não é frio, nem calculista e essa é sua maior dor.

4 – Existe um código de ética que ele segue à risca. Algo pessoal que o permite não se transformar em um monstro semelhante aos que ele é pago para matar. Na verdade, nesse segundo livro um dos contos aborda o grande amor da vida de Geralt. Yennefer é uma das personagens mais importantes dessa saga, uma feiticeira poderosa e livre, cujo maior sonho é ser mãe. Geralt, por ser fruto do mal e do perigo, não consegue proporcionar isso a nenhuma mulher. Na realidade, por mais que ele sinta afeição, ele não sente de verdade. Não há espaço no coração de pedra do bruxo para algo tão humano quanto a paixão.

5 – Ao mesmo tempo em que ele possui dons mágicos inacreditáveis e fantásticos, pouco vemos usá-lo durante sua caminhada sem fim. Suas espadas são as únicas armas que faz questão de usar e as usa muito bem. Geralt é perspicaz, sóbrio e veloz. Um personagem construído para qualquer leitor se envolver e torcer.

6 – A parte mais gostosa dessa leitura é o mergulho no folclore eslavo. Andrzej Sapkowski é uma sumidade polonesa, um dos autores mais premiados do país, e seu talento para abraçar toda a cultura local nessa fantasia é realmente incrível. Temos sereias, anões, elfos, dragões e tudo que se possa imaginar dos livros de fantasia, com uma pitada extra até. Questionei a mim mesmo diversas vezes se aqueles seres não são criações únicas e originais do Sapkowski – e sim, algumas criaturas saíram especialmente de sua cabeça.

7 – A delícia de perceber que o autor desconstrói preconceitos e ideias generalizadas também se faz presente. Fantasia é um gênero que se encaixa muito nessa proposta e o autor faz isso com maestria. Um dos contos apresenta um embate secular entre um povo mágico e recluso que vive na floresta e um reino que cobiça o extermínio dessa comunidade para fins comerciais. É tão próximo de discussões atuais presentes na própria sociedade brasileira que eu fico até assustado em constatar que o ser humano é egoísta por natureza e só os endereços se alteram.

Então escutem, e escutem atentamente. Ali, diante de nós, está sentado um dragão dourado. Uma lenda viva e, talvez, o último exemplar de sua espécie que conseguiu escapar da sanha assassina de vocês. Uma lenda não pode ser morta.

8 – Se os dois primeiros livros da série são apenas de contos, isso quer dizer que posso começar a leitura do livro 3? Não. Apesar de não haver uma linearidade entre esses primeiros volumes, o próximo livro dá início, de fato, a uma história única como estamos acostumados. Um romance. A maioria dos personagens apresentados nesses recortes de agora estarão presentes em “O Sangue dos Elfos”. Vale seguir a risca a ordem das publicações.

9 – Apesar de existir sempre um monstro a ser destruído, o foco dessa coletânea de contos não é bem os combates. Nem tudo gira em torno do sangue derramado. Há um redirecionamento nesse volume para algo mais dramático, reflexivo e pessoal. O bruxo e todos ao seu redor estão pensativos e acabam esbarrando em dilemas existenciais bem profundos. A narrativa não se arrasta ou perde o ritmo por causa disso, pelo contrário, o equilíbrio desses aspectos faz a trama ser sinônimo de páginas viradas cada vez mais rápido.

10 -Jaskier o bardo mais famoso dos quatro reinos é, sem dúvida alguma, a cereja do bolo de tudo que Sapkowski inventou. Sabe aquele personagem engraçado, importante e genial que a gente espera sempre que ele apareça? Ele aparece em vários contos e deixa tudo mais gostoso de acompanhar. Jaskier é um poeta, um escritor de baladas que encanta a todos com sua voz. Ele percorre os reinos atrás de aventuras que rendam canções intrigantes. É inevitável que ele esbarre com Geralt em várias ocasiões, afinal, onde há risco de morte, há a necessidade de um bruxo por perto.

Antes dos alvorecer, um faminto e furioso lobisomem aproximou-se do acampamento, porém, ao ver que era Jaskier, ficou escutando seu canto por certo tempo e depois se foi.

11 – Dragões raros sendo caçados, um amor mortal ocupando o tempo imortal de Geralt, uma delicada luta contra monstros marítimos e até seres capazes de se transformar em qualquer um para sobreviverem num cenário excludente. O universo fantástico aqui se mostra da melhor forma: em florestas sombrias, vilarejos reclusos, vales escondidos e ruelas secretas. Não há limites para a discussão central dos últimos dois contos, que são, de longe, os que mais entregam algo sobre o que vem por aí: é possível ir contra o seu próprio destino? Quando se sabe o que ele reservou para você, é saudável confrontá-lo? Encontros inesperados, missões das mais distintas origens e diálogos afiados. O texto em terceira pessoa entrega um panorama geral e amplo de tudo que acontece, ao mesmo tempo em que sabemos exatamente o que Geralt sente e pensa.

12 – Leitura mais que recomendada!

Nunca houve uma guerra como essa – falou o bardo, em tom grave. – As tropas de Nilfgaard deixam para trás de si terras queimadas e cadáveres. Campos inteiros repletos de cadáveres. Essa é uma guerra de extermínio, de extermínio total. Nilfgaard contra todos. As cueldades…

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