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[RESENHA] As Crônicas de Marte – George R. R. Martin / Gardner Dozois 

Publicado em 14 jul, 2018

As Crônicas de Marte – George R. R. Martin / Gardner Dozois

ISBN-10: 8580418038 / Ano: 2018

Páginas: 496 / Editora: Arqueiro

Classificação: 

 

Antes mesmo do programa Mariner e da corrida espacial, a imaginação povoava nosso sistema solar com seres estranhos e civilizações ancestrais, nem sempre dispostos a fazer contato amigável com a Terra. E nesse período, de todos os planetas que orbitavam o nosso Sol, nenhum tinha uma aura de maior romantismo, mistério e aventura do que Marte. Com contos escolhidos e editados por George R. R. Martin e Gardner Dozois, As crônicas de Marte retoma esse sentimento ao celebrar a Era de Ouro da ficção científica, um período recheado de histórias sobre colonizações interplanetárias e conflitos antigos. Para essa missão, autores consagrados como Michael Moorcock, Mike Resnick, Joe R. Lansdale, S. M. Stirling, Mary Rosenblum, Ian McDonald, Liz Williams e James S. A. Corey foram convidados a regressar ao misterioso planeta vermelho.

 

Antologias podem ser experiências únicas e prazerosas, mas também uma verdadeira decepção. Não consigo achar fácil reunir em um único livro tantos autores diferentes escrevendo sobre a mesma coisa. É óbvio que a visão de mundo de cada um é completamente diferente, mesmo que todos se encontrem no gênero ficção científica. Em As Crônicas de Marte, George R.R. Martin e Gardner Dozois foram felizes. Ao todo são 15 contos que prometem agradar a todos os públicos. Se houve histórias que realmente não me cativaram? Com certeza. Mas as que eu gostei, devorei com tanta alegria que fizeram dessa experiências algo memorável no fim das contas. O que martelou na minha cabeça durante as quase 500 páginas da obra foi: isso é mesmo ficção científica?

É, a obra veio para questionar alguns padrões de escrita. Se não de escrita, de repertório mesmo. E meu, no caso. Os livros de sci-fi que estou acostumado a ler são bem característicos. A ciência sempre é o cerne de toda a questão. A tecnologia sempre está um passo a frente mudando sociedades e comportamentos. Nesse livro, eu encontrei narrativas tão semelhantes às fantasias que tanto adoro, que por um momento me esqueci de que tudo se encaixava no banco dos sci-fi. O que talvez só prove que a literatura está cada vez mais fluída e sem amarras. Sempre esteve, certo?

A edição da editora Arqueiro apresenta cada um dos autores envolvidos e nos dá um breve histórico de obras publicadas e relevância no segmento. O planeta vermelho é o plano de fundo de todos os contos, ou pelo menos aparece como um objetivo. Um denominador comum e final. A melhor parte? Você vai identificar com facilidade os capítulos que, provavelmente, não te agradarão. Nas primeiras 10 páginas de cada conto eu pude perceber se valeria a pena seguir em frente na leitura ou pular para o próximo autor. Confesso que abandonei uns 5 ou 6, mas o restante foi delicioso.

Já imaginou chegar a marte a bordo de um dirigível? Nada de foguetes ou naves espaciais ultramodernas. Nada de trajes especiais ou cilindros de oxigênio. Nenhum painel tecnológico com comandos secretos e atalhos para acionar turbinas. Sim, você vai acompanhar essa aventura em um dos episódios. Se vai dar certo ou não, basta arriscar à leitura. O que eu garanto é que o sistema solar é repleto de perigos não importa qual o universo criado pelos autores. Marte é mágico e misterioso. É infinito.

Entre todos os contos, o meu predileto mesmo é o que retrata uma Marte pronta (?) para o Turismo. Num futuro não muito distante pessoas comuns e cientistas, claro, passam suas férias em resorts de luxo no quarto planeta a partir do Sol. Por lá, excursões a trechos desabitados e tribos selvagens. Preciso comentar que os marcianos falam uma língua diferente da nossa? Mas, se no fim das contas, a origem da espécie humana estivesse totalmente interligada a existência dessa outra raça?

Ainda vamos acompanhar contatos telepáticos e segredos ancestrais, órfãos com habilidades um tanto que diferenciadas, princesas e feiticeiros e visitas familiares que se tornam aventuras e tanto. As narrativas se desenvolvem entre primeira e terceira pessoas.

As Crônicas de Marte é intrigante e leitura obrigatória para quem curte intercâmbios culturais (literalmente). Pode deixá-lo na sua cabeceira e lê-lo aos poucos. Foi o que fiz.

WalmartBR

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