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[RESENHA] Serafina e a Capa Preta – Robert Beatty

Publicado em 29 abr, 2018

Serafina e a Capa Preta – Robert Beatty
ISBN-10: 8558890587
Ano: 2018
Páginas: 240
Editora: Valentina
Classificação: 
Página do livro no Skoob

Serafina nunca teve motivos para desobedecer ao seu pai e se aventurar além da Mansão Biltmore. Há espaço de sobra para ser explorado naquela casa imensa, embora ela precise tomar cuidado para jamais ser vista. Nenhum dos ricaços lá de cima sabe da existência de Serafina; ela e o pai, o responsável pela manutenção das máquinas, moram secretamente no porão desde que a garota se entende por gente. Mas quando as crianças da propriedade começam a desaparecer, somente Serafina sabe quem é o culpado: um homem aterrorizante, vestido com uma capa preta, que espreita pelos corredores de Biltmore à noite. Após ela própria ter conseguido – depois de uma incrível disputa de habilidades – escapar do vilão, Serafina arriscará tudo ao unir forças com Braeden Vanderbilt, o jovem sobrinho dos donos de Biltmore.

Resenha:
Temos aqui uma típica história infantil, dessas que convence qualquer criança a ir dormir cedo e não perambular pela noite por possíveis riscos à sua segurança. Sabe aquelas lendas urbanas do tipo “homem do saco”? Pronto. O que Robert Beatty fez em Serafina e a Capa Preta foi elevar esses contos populares que a gente aqui do Brasil conhece tão bem aos padrões Walt Disney. Eu me senti de volta à infância, lendo sobre uma aventura que, apesar desse contexto em que a inseri por memórias pessoais, de nada perde para narrativas mais adultas. O livro é bem escrito, apresenta reviravoltas nos momentos certos e mantém um ritmo viciante. É crescente e com protagonistas tão cativantes que qualquer leitor, independente de sua idade, vai se ver vidrado e torcendo por um final feliz.

“Seus longos cabelos não eram de uma cor só como o de gente normal, mas de variados tons de dourado e castanho. O rosto tinha uma angulosidade peculiar e seus olhos eram grandes, de um âmbar uniforme. Ela possuía uma invejável visão noturna.”

Aos 12 anos, Serafina é a Caçadora Oficial de Ratos da mansão Baltimore. Não que alguém saiba de seus dotes ou que ela e seu pai morem no porão desde que ela se entende por gente. Seu pai trabalha na propriedade cujo número de quartos é quase impossível de se contar há muito tempo. Trocando o dia pela noite, ela adotou as sombras e o silêncio do lugar e a partir deles desenvolveu dons. Escondida, nunca teve amigos ou saiu dos limites da cidade. Ela nunca esteve tão próxima de seres humanos até a noite em que tudo muda.

E é justamente quando ela presencia um fenômeno sobrenatural que se vê obrigada a dar um passo à frente.

Numa de suas caçadas noturnas aos ratos gigantes de Biltmore, nossa protagonista presencia um ataque brutal. Um indivíduo de capa preta e sapatos lustrosos captura uma indefesa garotinha. Tudo ali, nos corredores em que ela cresceu escondida vendo gente de todo o mundo visitar o casal Vanderbilt.

“— Mas por quê?!? — Serafina exclamou, indignada. — Isso é horrível! Isso é muito cruel! — Só porque alguma coisa é diferente, não quer dizer que você simplesmente tenha o direito de jogar fora…”

É assustador, inacreditável e perigoso. Quando no dia seguinte todos iniciam uma busca incessante pela menina de vestido amarelo, Serafina precisa se fazer ouvida para tentar solucionar o caso. Uma onda de ataques fará outras vítimas. Todas elas crianças. Os pequeno visitantes da mansão estão desaparecendo e o homem da capa preta está no encalço de um jovem em especial: Braendan Vandervilt, o sobrinho dos donos do imenso casarão. E pior: o monstro pode ser qualquer um dos homens empenhados na busca da garota.

É claro que o pai de Sera não acredita na história que ela conta e para salvar sua própria vida ela vai precisar sair das sombras. Dividir o que sabe com Braendan é a única solução. Algo de ruim está acontecendo e nenhum detetive contratado parece estar dando conta do recado…

O drama da capa preta parece ser o grande plot da história, mas não é. Na verdade teremos início, meio e fim desse episódio. É como se esse primeiro volume nos inserisse no universo de Baltimore e suas estranhezas. Serafina nunca conheceu a mãe e no meio de todos esses riscos de vida ela descobrirá algumas verdades. Ela vai entender o porque de seu pai sempre a afastar da floresta e o motivo de viverem tantos anos dentro de um porão úmido. Como se não existissem. Como se fossem erros do universo. Sera vai entender que suas particularidades fazem dela única, poderosa e digna de ser vista. A mensagem que fica é sobre diferenças e coragem.

“Agora sabia que havia forças mais sombrias no mundo, do que ela jamais imaginara, e outras mais luminosas também. Não sabia exatamente onde ela se encaixava naquilo tudo, ou em qual papel atuaria, mas agora sabia que era parte daquilo, parte do mundo, e não apenas uma observadora.”

Vai ter momento bonitinho sobre amizade, vai ter reflexão sobre nosso lugar no mundo e vai ter batalhas mortais no maior estilo bem contra o mal. A história se desenrola entre corredores da mansão, estradas da vizinhança e trilhas tenebrosas da floresta proibida que circunda a propriedade da mansão. A narrativa é feita em terceira pessoa com capítulos curtos.

“Nosso caráter não é definido pelas batalhas que vencemos ou perdemos, mas sim pelas batalhas que ousamos lutar.”

 

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