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[RESENHA] – O Sol também é uma estrela – Nicola Yoon

Publicado em 19 fev, 2018

O Sol também é uma estrela – Nicola Yoon
ISBN-10: 8580416582
Ano: 2017
Páginas: 288
Editora: Arqueiro
Classificação: 
Página do livro no Skoob

Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história. Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois. O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?

Resenha:
A grande questão sobre a escrita de Nicola Yoon é: intensidade. O mínimo vira um escândalo, o banal é motivo de amor eterno e as coisas bonitas viram algo cinematográfico de arrancar lágrimas e suspiros. Prova disso é que em “O Sol também é uma Estrela” a autora entrega uma história de amor que se desenrola em apenas um dia. É todo o tempo que ela precisa para construir dois personagens que vão se amar pelo resto de suas vidas. Ou quase isso.

Daniel é coreano, filho de imigrantes e odeia todo o universo estereotipado que existe ao redor de suas origens. Ele cresceu nos Estados Unidos e sua família ascendeu junto com a comunidade coreana do país. Esperem por um personagem romântico à moda antiga e que sonha em viver de poesia, contrariando tudo o que seu pai carrasco sonhou um dia para o filho: a medicina.

Natasha ostenta um cabelo afro que parece gritar ao mundo o quão orgulhosa ela é da história que carrega na pele. E quando falo em história me refiro a história afro. Negra. Nesse aspecto a autora dá um banho de puxões de orelha. Apropriação cultural é um dos temas discutidos no livro e preciso mesmo dizer a relevância disso? Natasha é imigrante ilegal. Entrou nos EUA vinda da Jamaica ainda pequena. Um descuido do pai os revelou para a polícia e uma deportação é inevitável. Aliás está marcada para acontecer pela noite, no exato dia que essa história se desenrola. Natasha é a real protagonista dessa obra. Cética e racional. Não esperam por uma personagem boba ou apaixonada. Ela é dura na queda e vive em buscas de dados científicos. Para ela, o amor não passa de uma reação química.

Daniel e Natasha se esbarram na rua. Daniel se apaixona no caminho de uma entrevista que pode definir seu futuro como estudante. Natasha não se apaixona no caminho para o departamento de deportação. Enquanto Daniel decide perseguir a garota que o deixou sem chão como forma de escapar de um compromisso, Natasha tenta se desvencilhar dessa garoto que aos poucos se torna interessante ao mesmo tempo em que aposta todas as suas fichas no único homem capaz de manter ela e sua família no país que ela enxerga como sua verdadeira casa. Ufa! Parece muita coisa para um dia só, mas a autora consegue transformar tudo isso em um enredo digno de cinema e trilha sonora tocante.

Narrado em primeira pessoa, a história é intercalada pelas vozes de Daniel e Natasha. O dinamismo se faz presente com personagens secundários, que surgem vez ou outra para embasar tudo o que estamos lendo. O pai de Natasha, os pais de Daniel, um motorista, uma secretária. Eles trazem visões diferentes do passado e presente e tornam tudo mais interessante. Mais completo. Por vezes são comentários e pequenas passagens até dispensáveis, mas ao fim, faz sentido. Faz todo o sentido. A autora tenta mostrar como uma fração de segundo, uma palavra errada ou aquilo que não foi feito ou dito pode interferir em nossa felicidade. Em nosso futuro.

Quando arriscar ler algo de Yoon, separe boas horas de tempo livre. Vale a pena devorar suas obras de uma vez só. É bom quando algo nos tira o fôlego e relembra pontos importantes de nossa rotina no universo. O desfecho não é aquilo que esperamos e ao mesmo tempo é.

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