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Quando os dias são lindos

Publicado em 17 dez, 2017

Tantos ônibus às 6h, às 12h, às 18h.
Tanto pessimismo, sorte e correria.
Tantos afazeres e horários e cochilos.

Tantos textos escritos pelo ofício, pensamentos automáticos de rotina e eu tentando não assustar você com minhas certezas prematuras. Se eu tivesse mais tempo te escreveria mais, como não tenho só penso.  E penso o tempo inteiro. Penso e quero e planejo, mas aceito que há tempo pra tudo. Meu tempo preferido é com tu.

Não cabe em uma foto não postada e muito menos na que recebeu centenas de curtidas. Não cabe nas declarações diárias, nas despedidas doídas e nos retornos mais que aguardados. Amor não cabe quando dito em bilhete curto ou em textão de rede social. Amor não cabe em lugar nenhum porque está em todo lugar. Está em mim quando acordo e vou dormir. Está em mim quando eu respiro e vejo você respirar comigo, do meu lado. Acordado ou dormindo.


Quando penso em amor eu penso em futuro. E só penso lá na frente porque olhar para trás não me faz sair do lugar. Na verdade me faz querer correr. O que me assusta, preocupa e às vezes me deixa sem ar é quando percebo algo que me molda tanto não significar tanto para a massa.

A massa pode ser traduzida como cerca de 80% das pessoas que esbarrei na vida. Familiares, amigos, colegas, desconhecidos. Esse texto não é sobre mágoas passadas. Elas já passaram mesmo. Já não me queimam mais. Nem ardem de vez em quando. Aprendi tanto. O meu medo não é que as tragédias já enfrentadas se repitam. Meu medo é acabar dentro de algo parecido com o que vejo ao meu redor, com o que vi por muitos anos bem próximo a mim. O presente de um ciclo social que não sabe muito o que está fazendo.

Alguém sabe?

Tanta gente perdida e errando e tudo o que eu quero encontrar e acertar tem você no meio. Tanta gente cega e tudo que eu mais quero e gosto de enxergar é você perto de mim. Tanta gente presa em fugas infinitas e tudo o que eu quero da vida é não precisar correr de nada. Tanta gente fugindo da rotina e a que construí contigo me salva diariamente.

Mas já dizia o sábio: um dia de cada vez.
E que dias lindos têm sido, viu?

Felipe Miranda

Felipe Miranda

Sou redator, produtor de conteúdo, freelancer 24h e quase jornalista. Não consigo ficar quieto. Criei o OMD aos 15 anos e de lá para cá já vivi um mundo inteiro de histórias malucas (sem nem sair de casa).

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