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[RESENHA] Espada de Vidro – Victoria Aveyard

Publicado em 03 maio, 2017

Espada de Vidro – Victoria Aveyard
ISBN-10: 8565765946
Ano: 2016

Páginas: 496
Editora Seguinte
Classificação: 
Página do livro no Skoob

Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar. O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar. Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.


Resenha:

Há duas semanas terminei a leitura desse livro e estou imerso numa ressaca literária sem escrúpulos. Não consigo encontrar nada que me empolgue mais senão a sequência dessa história. Mas ao mesmo tempo tenho receio porque como diabos Victoria Aveyard vai conseguir me deixar mais sem fôlego? Tudo o que eu esperava num enredo com personagens dotados de super poderes eu encontrei. Longe dos clichês, o mais próximo do quesito humano possível e ainda assim explosivo, intrigante e surpreendente. Espada de Vidro tem início do exato ponto em que Rainha Vermelha se finda e spoilers são necessários nesse texto. Não se engane, nada que eu descreva aqui é, nem de perto, digno ou fiel a tudo que senti lendo as quase 500 páginas desse segundo volume da série.

Mare Barrow é uma fugitiva. Uma terrorista procurada pelo Rei. Pelo novo Rei. Maven é a grande reviravolta do capítulo anterior. Envenenado pela mãe ou maligno desde o início? Quando ele faz o que faz para tomar o poder, Cal, o príncipe de fogo, torna-se um órfão. Um exilado e traidor que não tem alternativas a não ser seguir a garota elétrica e sua Guarda Escarlate. Perseguição é o que acompanhamos. Sangue de todas as cores é o que temos. Guerra é o que vemos alastrar-se por todos os povoados de Norta e Lakeland. As baixas acumuladas dos dois lados da fronteira se tornam apenas números quando comparamos aos cadáveres que Maven está disposto a deixar pelo caminho que decidiu seguir. Não um caminho de mortos qualquer, mas um caminho de sanguenovos. Corpos daqueles que podem ser o fim de todo esse inferno.

A mutação genética que faz de nossa protagonista especial, uma vermelha de sangue prateado, não é algo único dela. Existem outros. Outros sanguenovos que talvez nem saibam de suas capacidades, outros sanguenovos vivendo nas sombras por medo. Espada de Vidro se resume  a isso: a formação de um exército de superpoderosos que precisam ser treinados para vencer. É a única alternativa aqui, mas para isso, claro, Mare precisa de apoio. Precisa convencer o coronel da Guarda Escarlate a acreditar nessa batalha.

Com uma lista de todos que precisam ser encontrados e correm perigo, Mare sai em busca daqueles que significam o futuro. O que ela enfrentará não será fácil. Azuis, amarelos, negros e marrons. Dobra-ventos, silfos, telecs e ninfoides. Ainda bem que a garota elétrica não está sozinha. Shade, o irmão que se teletransporta, Killorn, Farley e Cal, o príncipe de fogo, também estão nessa. Eu realmente preciso dizer que haverão conflitos aqui? Confiança e histórico de vida pesam a cada território visitado. Recrutar os semelhantes à Mare é necessário, mas talvez seja preciso fazer isso às escondidas. A cereja do bolo da situação é Maven que também tem conhecimento dessa lista. O Rei também está atrás dos sanguenovos que podem tirá-lo do poder. Esperem por armadilhas, lágrimas e muito sangue derramado.

No decorrer da trama perceberemos que algumas batalhas devem ser travadas sozinha. Há problemas que nem mesmo guerreiros das grandes casas são capazes de resolver coletivamente.

A Guarda Escarlate se mostra maior do que a percebemos em Rainha Vermelha. Maior e mais forte. Infiltrada em reinos prateados. Mais independente e articulada do que achávamos possível. Mas, no fim das contas, será que a causa que defendem é mesmo tão imaculada assim?

Quando a gente não consegue largar um livro que pesa nas mãos isso diz muito sobre seu valor, certo? Há tempos não me via tão apaixonado por uma história. Tão imerso num universo novo. Seria capaz de ler incontáveis volumes se tudo continuasse nesse nível. Não vejo a hora de ler a sequência. Estou apenas dando um tempo. Preciso absorver tudo que li. Preciso respirar porque tenho medo do que vem por aí.

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