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AS MELHORES LEITURAS DO ANO: 2016

Publicado em 10 jan, 2017

Para ser sincero, o ano de 2016 foi uma loucura muito boa. Foi um ano para realizar sonhos e me descobrir mais. Mais chato para os livros e com menos tempo para arriscar em leituras que, provavelmente, eu não amaria. É uma delícia se aventurar em novos autores, gêneros e temáticas, mas o que vejo é que investi naquilo que me daria prazer certeiro na hora de me afundar numa história. Foram 30 livros lidos, todos resenhados aqui no blog e estou até feliz de ter passado um pouco da contagem do ano passado que ficou em 27 livros. Nada digno quando lembro que em 2015 li 82. Como eu conseguia?

Mas apesar de ter ousado menos e optado por títulos mais próximos da minha realidade favorita, me vi completamente surpreso com todos os seis livros que escolhi para esse post. Loucura, aceitação, liberdade e coragem foram tudo que li nesse ano que acabou. Eu realmente gostaria que vocês lessem todas essas seis resenhas. Foram histórias que somaram, me tiraram o fôlego e que, sem dúvida alguma, eu releria ou presentearia alguém querido.
E caso você queira saber quais os outros livros que li em 2016, te dou duas opções:
a) Me adicionar no Skoob e conferir por lá meus registros de leitura e as próprias resenhas;
b) Visitar a Estante do OMD organizada por capas. As últimas 30 são as obras que li até dezembro.

      

 1- Nosferatu – Joe Hill
Nosferatu foi lançado em 2015 e o procrastinei até agora por preconceito. Os comentários dizendo que o livro era uma reinvenção das histórias sobre vampiros me deixou com um pé atrás. Nunca fui fã da temática e encarar 614 páginas sobre isso não me animou por muito tempo. Porém, quando resolvi dar uma chance a obra me surpreendi positivamente e até agora não consigo enxergar o vampiro da história como um vampiro. É mais uma metáfora ou visão pessoal do leitor do que de fato uma caracterização certeira sobre o personagem.

Charles Manx é o tipo de pessoa que você deveria temer. Ele é um pedófilo e assassino em série famoso por sequestrar crianças que nunca mais voltaram a ser vistas. De tão louco ele criou uma realidade onde o Natal acontece todos os dias com tudo que faz do Natal uma época tão aconchegante. A questão é que esse lugar só existe em sua mente e para levar as crianças para lá ele precisa matá-las. Mas tudo bem, ele acha o esforço válido. Nada para ele é mais prazeroso que ver crianças-cadáveres brincando na neve ou sorrindo com o chocolate quente à beira da lareira. A infelicidade não existe nesse lugar. É proibida.  CONTINUE LENDO!


 2- Cyberstorm – Matthew Mather
Definitivamente não é o tipo de história que se lê em pitadas, aos poucos. Eu o devorei em dias, em cada tempo livre que encontrei na minha rotina. E por ter o inserido no meu dia a dia eu acabei tentando trazer toda a situação do livro para mais próximo de mim. Eu tive medo. Na obra de Matthew Mather, Nova York está isolada do mundo. Caminha para a morte como seus moradores, que enfrentam a pior nevasca em anos. O mundo está em colapso. Um colapso digital, com um estrago que só quem entende o mínimo de internet pode compreender.

Mike estava enfrentando uma crise em seu casamento quando tudo aconteceu. A internet caiu, assim como a eletricidade e a água, que passou a ser racionada até extinguir-se. Os telefones ficaram sem sinal, a TV passou a noticiar de modo muito vago uma crise de perspectivas mundiais. Um aviso passou a ecoar pelas ruas, pela boca do presidente dos Estados Unidos: fiquem em casa e mantenham-se seguros. Segurança. Tudo que não existe numa guerra. Em breve a ajuda viria. Em breve. CONTINUE LENDO!


 3- Quando finalmente voltará a ser como nunca foi – Joachim Meyerhoff
Se tivéssemos um dom acima da média para a escrita e uma percepção aguçada para decifrar as entrelinhas de algumas atitudes de quem a gente ama, é possível que cada um de nós fosse capaz de escrever um livro igual a esse. Se não igual, bem parecido. Porque é isso que Joachim Meyerhoff faz, ele descreve com um olhar extremamente delicado e doloroso a rotina de uma família que poderia ser a nossa, mas não é por incontáveis pequenos grandes detalhes. A vida do protagonista é o grande problema aqui e ela nos leva junto. O ambiente em que ele cresce é que parece ser o eixo: um hospital psiquiátrico.


Imagine que seu pai é um médico competente, apaixonado pelo que faz e que resolveu fincar raízes no centro de um manicômio para poder cuidar de perto de todos os seus pacientes. Imagine que você, seus irmãos e sua mãe possuem uma vida totalmente moldada a atmosfera que um local como esse tem. Ao invés de ouvir o farfalhar das folhas das árvores ou a cantoria dos grilos na calada da noite, o único som que você escuta são gritos. Gritos vindos de todas as alas e prédios ao redor de onde você dorme. Gritos de dor e sofrimento. Sua canção de ninar particular. Imagine que seus vizinhos são loucos, possuem os mais variados distúrbios e você aprende a gostar de cada um deles. A maioria dos seus relacionamentos são assim: com pessoas que já não sabem distinguir o certo do errado. Mas que possuem histórias. E elas fazem desse livro algo delicioso de ler. CONTINUE LENDO!

 4- A Fúria e a Aurora – Renée Ahdieh
Nunca fui um conhecedor dos contos de fadas e histórias afins. Nenhuma delas fez parte da minha infância e As Mil e Uma Noites foi mais uma que eu deixei passar batido. Tudo que eu sabia sobre era irrisório. E acredito que aqui isso foi algo bem positivo, porque até o nome da protagonista é o mesmo da história original: Sherazade. A premissa também é parecida: um rei perverso que dorme com as mocinhas pela noite e as enforca na claridade da aurora.

Imagine que sua melhor amiga foi morta pela autoridade maior de toda a cidade. Um assassinato frio, calculado e o pior de tudo: esperado. Ela não é a primeira mulher que sofre nas mãos do rei e ao que tudo indica não foi a última. Há muito tempo essa é a realidade de todas as noivas de Khalid. Agora imagine que movida pela vingança você decide se voluntariar para ser a próxima vítima. Imagine que você deixa para trás o homem que amou durante toda a sua vida para ser a próxima mulher de um monstro que desconhece a compaixão. É o que faz Sherazade. Mas ela não está disposta a morrer tão facilmente. Muito menos na primeira aurora. Ela tem um plano: ganhar o coração do califa, fazê-lo confiar nela e aí sim, acabar com um reinado pelas entranhas. Fazer justiça à Shiva, sua amiga, e as centenas de meninas mortas sem razão alguma.  CONTINUE LENDO!


 5- Simon vs. a agenda Homo Sapiens – Becky Albertalli
A primeira coisa que pensei ao terminar esse livro foi: “Na vida real as coisas não são tão fáceis assim. Na vida real o final feliz seria amanhã. E você consegue imaginar em tudo que cabe no amanhã?.” Não é um livro triste, apesar que a depender do seu nível de conexão com as histórias é bem capaz que algumas lágrimas escapem. É terrivelmente bonito e nos faz pensar que a vida não precisa ser tão dura. Nós não precisamos sobrecarregar o que já é difícil. Eu adorei a positividade que a autora trouxe para uma questão tão delicada. Ser gay é maravilhoso. Vamos mostrar isso ao mundo.

Há meses Simon troca e-mails com Blue. Eles se conheceram através de um tumblr de fofocas e declarações anônimas da escola em que estudam. Nunca se viram, não sabem suas verdadeiras identidades e está cada vez mais difícil permanecer assim. Eles estão apaixonados. Simon e Blue construíram um relacionamento virtual tão sólido e pessoal que eu tive medo. Tive medo da hora em que eles fossem transportar tudo isso para a vida real. Mas isso demora a acontecer. Blue não está pronto e Simon não quer pressioná-lo. Blue foi a melhor coisa que aconteceu na vida de Simon e ele teme que o garoto desapareça. Expectativas são algo bem ruim. CONTINUE LENDO!


 6- Tudo e Todas as Coisas – Nicola Yoon
Eu poderia escrever essa resenha apenas com os quotes que me marcaram. E vamos combinar que um livro bom é um livro com um número significativo de quotes para usar na vida. A obra de estreia da jamaicana Nicola Yoon é sutil. Quando li do que se tratava imaginei algo que fosse me fazer chorar por dias, mas a verdade é que a escrita dela é tão leve e bonita que no final das contas você se sente feliz. Feliz por ter a chance de aproveitar o mundo que a protagonista tanto sonha em conhecer.

Não, Madeline Whittier não vive em outro plano, planeta ou galáxia. Ela simplesmente habita a sua própria versão desse mundo. Com apenas alguns meses de vida ela foi diagnosticada com uma doença rara. Uma doença que a faz alérgica ao ar. Ao toque e ao sol. Seu histórico médico é preocupante. Internações, crises e incontáveis remédios. Ela vive com a mãe numa casa totalmente reformada para atender as suas necessidades. A única pessoa do exterior com quem ela interage é sua enfermeira Carla, que passa por uma série de procedimentos de lavagem e desintoxicação antes de adentrar a bolha de Madeline. CONTINUE LENDO!

A minha pilha de leituras para 2017 já começou. Que só venham  histórias lindas!
Felipe Miranda

Felipe Miranda

Sou redator, produtor de conteúdo, freelancer 24h e quase jornalista. Não consigo ficar quieto. Criei o OMD aos 15 anos e de lá para cá já vivi um mundo inteiro de histórias malucas (sem nem sair de casa).

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