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[RESENHA] Coroa Cruel – Victoria Aveyard

Publicado em 02 ago, 2016

Coroa Cruel – Victoria Aveyard
Contos da série A Rainha Vermelha

ISBN-10: 856576592X
Ano: 2015
Páginas: 232
Editora: Seguinte
Classificação: 
Página do livro no Skoob

Duas mulheres uma vermelha e uma prateada contam sua história e revelam seus segredos. Em Canção da Rainha, você terá acesso ao diário da nobre prateada Coriane Jacos, que se torna a primeira esposa do rei Tiberias VI e dá à luz o príncipe herdeiro, Cal tudo isso enquanto luta para sobreviver em meio às intrigas da corte. Já em Cicatrizes de Aço, você terá uma visão de dentro da Guarda Escarlate a partir da perspectiva de Diana Farley, uma das líderes da rebelião vermelha, que tenta expandir o movimento para Norta e acaba encontrando Mare Barrow pelo caminho.

Resenha:
A Rainha Vermelha é um dos meus livros favoritos, esteve na lista das melhores leituras do ano passado mas, por alguma razão desconhecida, só pude parar e ler Coroa Cruel agora. Trata-se da reunião de dois contos publicados gratuitamente pela autora que a Seguinte lançou em versão física juntamente aos primeiros capítulos de Espada de Vidro, segundo volume da série. Eu nunca fui de acompanhar esses contos lançados por fora, e digo isso me referindo a todas as séries que leio e já li, mas estou bem satisfeito de ter dedicado algumas horinhas do meu tempo para ler o que Aveyard julgou merecer um aprofundamento maior.
Se já era encantado por todo o universo que ela criou, esse livro de contos veio para sanar dúvidas que eu nem sabia que tinha. E vou ser bastante breve porque dois contos não merecem textões. Esses dois contos merecem ser lidos.
Em Canção da Rainha conhecemos a ascensão e a queda da mãe de Cal, a primeira esposa do rei Tiberias VI. Eu poderia muito bem resumir o que li em “socorro”. Porque é isso que eu quis gritar quando li as últimas linhas dessa parte. Aqui o leitor conhece o quão odiável Elara pode ser e do que ela é capaz para conseguir o que quer. Coriane, a primeira rainha, não foi forte o suficiente para aguentar os olhares de inveja e toda a maldade presente no ar de alguém com um posto tão alto e importante. É interessante e triste ao mesmo tempo conhecer mais da política interna do palácio e suas regrinhas sociais.
Em Cicatrizes de Aço adentramos à maquinária da Guarda Escarlate. É surpreendente tudo que li nesses capítulos. Diana Farley é a protagonista e vamos conhecê-la a fundo. Admirá-la. Para ser mais exato, o trecho que acompanhamos se resume a exata missão em que Mare Barrow é inserida à luta do movimento vermelho. Victoria mostra todo o seu talento ao escrever minuciosamente cada passo da guarda para conquistar aliados, vencer inimigos e se inserir no mundinho cor de prata tão injusto e cruel. Acho que depois de tudo que li entendo e confio muito mais na Guarda. Logo, é quase obrigatório que qualquer fã da série o leia. Ao final do livro um mapa de Norta materializa tudo o que até agora esteve apenas em nossa imaginação.
Preciso, urgentemente, de Espada de Vidro. Há tempos não me vejo tão empolgado com uma série literária.
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