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[Resenha] Que Falta você me Faz – Harlan Coben

Publicado em 12 jul, 2016

Que Falta você me Faz – Harlan Coben
ISBN-10: 8580414032
Ano: 2015
Páginas: 368
Editora: Arqueiro
Classificação: 
Página do livro no Skoob

Resgatar um amor do passado nem sempre é a melhor das ideias. Dezoito anos se passaram desde que a detetive Kat Donovan sofreu as maiores perdas de sua vida: a morte do pai e o fim do relacionamento com o noivo. Foram dois acontecimentos muito bruscos que ela ainda não conseguiu superar totalmente, mas, no dia a dia, prefere não pensar muito nisso. Contudo, de uma só vez, essas duas feridas voltam a se abrir. Ao saber que o assassino de seu pai será executado, Kat resolve ter uma conversa com ele para esclarecer o caso. Mas o homem nega a autoria, dizendo que foi obrigado a confessar o crime, e ela acaba ficando com mais dúvidas. Ao mesmo tempo, a detetive é procurada por um garoto que acredita que a mãe está desaparecida. Sem entender por que o adolescente insiste que ela, e não um outro policial, investigue o caso, Kat descobre que o sumiço está relacionado a seu ex-noivo e a um site de relacionamentos. 

Resenha:
Aqueles que começam um livro do Coben com tempo devem ser pessoas extremamente felizes. Significa que elas podem lê-lo sem interrupções e com certeza irão de fazer. É impossível parar de virar as páginas ou ter a mínima vontade de intercalar a leitura com outro livro. Coben pede dedicação total, e não por ser uma escrita pesada ou difícil, mas por ser uma escrita deliciosa, viciante, que te prende a cada revelação maluca e que faz todo o sentido do mundo ao mesmo tempo.

Kat é nossa protagonista e, como na maioria das histórias desse autor, o passado interfere totalmente no presente dela e só ele pode trazer as respostas para a cadeia de problemas que vai se desenrolar. Há quase duas décadas Kat perdeu o grande amor da sua vida. Ela teve um homem que de uma hora para outra foi embora sem grandes explicações. O fato dele ter sumido do mapa até não seria estranho se Kat não o tivesse encontrado agora em um site de relacionamentos com um nome diferente e após uma rápida pesquisa descoberto que há muito tempo ele se esforça para não ser encontrado.

Kat é uma policial de Nova York, dessas com um carreira promissora, que não mede esforços para seguir os instintos e fazer a coisa certa. Seu pai foi assassinado 18 anos atrás e o culpado está atrás das grades, condenado a prisão perpétua. O grande cerne da questão é que ela não acredita nisso. E quando resolve conversar com o acusado na cadeia, descobre coisas que parecem ser apenas o começo de um grande problema. O começo de uma investigação por conta própria.

É quando Brandon procura a policial que tudo se conecta e a história pega fogo. O adolescente acredita que sua mãe está em perigo depois de ter viajado com um namorado virtual. Apesar dela dar notícias de que está bem, o garoto suspeita da falta de contato por telefone e das transições bancárias volumosas. É Kat que ele procura desesperado e é Kat a única a dar um crédito ao jovem. Quando uma série de desaparecimentos parecem se conectar, ela descobre um elo: todos que sumiram recentemente parecem ter viajado com alguém cadastrado num site específico de relacionamentos.

Não dá para negar que os três primeiros capítulos são de uma lentidão avassaladora. O leitor só perdoará o autor quando perceber a importância dessa introdução meio lenta e detalhada. Quando pensei que tudo havia acabado e algo ficaria sem resposta, Coben simplesmente superou expectativas com um desfecho que me deixou pensando até agora, uma semana após terminado a leitura. Outro ponto importantíssimo do livro é a taquicardia que tive nos capítulos dedicados a parte maligna da história. Claro que vamos acompanhar o que acontece com todos os sequestrados. Se preparem para cenas de tortura, perseguições na floresta, interrogatórios de arrepiar e jogos mentais. 

O segredo por trás do assassinato do pai de Kat é a melhor parte de todas. Fiquei surpreso e feliz ao mesmo tempo por ver um assunto como esse sendo tratado num livro policial, que vai atingir tantas pessoas mundo afora. Talvez o foco nem tenha sido discutir o assunto, mas é válido pela representatividade, por mais que essa representação não seja tão feliz. Na verdade a grande discussão aqui são os encontros virtuais e os riscos ao qual nos sujeitamos diariamente ao flertar com quem está do outro lado da tela e quiçá do mundo. É aquele velho ditado: não dá para acreditar em quem não conhecemos de verdade. E conhecer alguém de verdade pela internet pode não ser tão seguro assim. Nada substitui o ao vivo e em cores, não é? O tato. Dá para ficar um pouquinho assustado com tudo que a gente lê. Com tudo que acontece às pessoas que resolveram se entregar a alguém nunca antes visto pessoalmente. Fica aí a reflexão e o aviso: cuidado e leiam Harlan Coben!

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