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[Resenha] A Desconhecida – Peter Swanson

Publicado em 23 jan, 2016

A Desconhecida – Peter Swanson
ISBN-10: 8581638066
Ano: 2015
Páginas: 288
Editora: Novo Conceito
Classificação: 
Página do livro no Skoob

Uma história sombria, em uma atmosfera romântica e um quê de Hitchcock, sobre um homem que fora arrastado para uma trama irresistível de paixão e assassinato quando um antigo amor reaparece.de mentiras.
Em uma noite de sexta-feira, a rotina confortável e previsível de George Foss é quebrada quando, em um bar, uma bela mulher senta-se ao seu lado. A mesma mulher que desaparecera sem deixar vestígios vinte anos atrás. Agora, depois de tanto tempo, ela diz precisar de ajuda e George parece ser o único capaz de salvá-la. Será que ele a conhece o suficiente para poder ajudá-la?

Resenha:
A minha irritação com o personagem principal foi meu maior impulso para terminar a leitura da obra de Peter Swanson. Eu sei que às vezes deixamos o coração falar mais alto, mas tem certas coisas que é impossível deixar de lado. Impossível não ter peso sobre nossas atitudes. E quando paro e penso nos incontáveis acontecimentos que o protagonista simplesmente ignorou por uma obsessão juvenil, a minha vontade é de que o desfecho dessa história tivesse sido totalmente diferente.

George Foss é um quarentão entediado com a vida que leva. Ele mantém um quase relacionamento de décadas com uma mulher que se tornara mais sua amiga que amante. Com uma rotina totalmente sem emoção, ele tem passado todos os dias desde que se formara na faculdade buscando em rostos e corpos alheios aquela que fora seu grande amor certa vez, mas também seu grande decreto de fracasso.

E se de uma hora para outra a mulher que você ama há décadas aparecesse depois de ter sumido do mapa te pedindo favores que colocam sua existência em risco? Ela está sendo perseguida, querem matá-la e você está dividido entre ajudá-la ou ignorá-la de uma vez por todas. É óbvio que você não só irá ajudá-la, como irá defendê-la de assassinos em série psicóticos também…

A narrativa é dividida entre passado e presente. No passado, conhecemos o romance entre Foss e Audrey e tudo o que aconteceu com eles até o momento em que ela aparentemente se suicidou. No presente, acompanhamos eles dois juntinhos, vivos e debatendo a melhor forma de saírem ilesos de uma série de burradas e crimes na ficha. O passado é revelador. Nos mostra que Audrey na verdade nunca foi Audrey e nunca será quem ela diz ser. O presente só nos deixa em dúvida, com pena e com ódio de Foss e toda a sua cegueira amorosa. Quando as pessoas ao seu redor começam a sofrer com as consequência de sua decisão em apoiá-la, Foss perde o controle de tudo. Não dá para confiar na desconhecida. Ela não inspira verdade, mesmo quando chora, se entrega para ele e perde perdão por tudo que fez e deixou de fazer.

A Desconhecida é o típico livro que poderia ser melhor do que é. Não me vi entediado ou pensando em abandonar a leitura em nenhum momento, apesar de achar que tudo poderia ser mais sombrio e levantar tantas outras questões e dúvidas no leitor. Os capítulos acabam quando a gente menos espera e sempre nos melhores momentos. O grande problema é que quando retornamos à sua continuação, o suspense gerado não corresponde tão bem as expectativas. O desfecho é um tanto que rápido demais. Como se muitas coisas se revolvessem ao mesmo tempo comparando-se a todo o ritmo com que a trama foi desenvolvida. Meus capítulos prediletos foram os que retornam ao passado, vinte anos atrás. O desfecho é um tiro. Um tiro que Foss dá. Ele finalmente se torna mais esperto que nós leitores.

WalmartBR

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