Últimas Notícias

News
Recentes

Conheça “Metrópolis”, clássico sci-fi de Thea von Harbou, que chega em capa dura em Outubro!

News
Recentes

“A Saga do Assassino”, de Robin Hobb, ganha nova edição pela Suma!

News
Recentes

Sequência de “O Conto da Aia” chega em novembro às livrarias!

Livraria Martins Fontes

[Resenha] Fúria Vermelha – Pierce Brown

Publicado em 05 dez, 2015

Fúria Vermelha – Pierce Brown
ISBN-10: 852505822X
Ano: 2014
Páginas: 468
Idioma: português
Editora: Globo Livros
Classificação: 
Página do livro no Skoob

Fúria Vermelha é o primeiro volume da trilogia Fúria Vermelha, e revive o romance de ficção científica que critica com inteligência a sociedade atual. Em um futuro não tão distante, o homem já colonizou Marte e vive no planeta em uma sociedade definida por castas. Darrow é um dos jovens que vivem na base dessa pirâmide social, escavando túneis subterrâneos a mando do governo, sem ver a luz do sol. Até o dia que percebe que o mundo em que vive é uma mentira, e decide desvendar o que há por trás daquele sistema opressor. Tomado pela vingança e com a ajuda de rebeldes, Darrow vai para a superfície e se infiltra para descobrir a verdade. ‘Fúria Vermelha’ será adaptado para o cinema por Marc Forster, diretor de Guerra mundial Z.

Resenha:
Fúria Vermelha é a fantasia que eu gostaria de ter escrito. Definitivamente. Pierce Brown conseguiu maximizar qualquer coisa que imaginarmos sobre aventuras distópicas, épicas e fantásticas. O cara foi além de tudo que já li dentro desse segmento. Ele foi até Marte e não se contentou com isso. Ele dominou o universo em mais de 460 páginas de taquicardia.

Darrow é um mergulhador-do-inferno. Um baixoVermelho que nasceu para usar trajes-fornos nas superfícies subterrâneas de Marte. As víboras-das-cavidades, que habitam a escuridão das minas mais perigosas do planeta, são apenas um dos riscos mortais encontrados pelos vinte e quatro clãs de Lykos. Nessa história, os Vermelhos são a escória da sociedade. Os únicos que dão sangue e suor para se alimentar e sustentar-se. Para sustentar uma causa maior vendida pelo ArquiGovernador. Todos acreditam fazer parte de um grupo pioneiro, cujo objetivo é tornar a atmosfera de Marte habitável para a população da Terra. Uma espécie de sacrifício visto como ato de coragem. A Terra está superpovoada e Marte está em processo de terratransformação.

O que nosso protagonista não considera é o fato de viver privado de liberdade. Eo, sua esposa e amante, enxerga o vazio de perspectivas no qual vivem. A ordem que impera na sociedade é egoísta. Dura. Aqueles que cantam uma específica canção estão fadados a morte. E quando o casal contempla estrelas nos jardins dos superiores, uma punição é imposta. Eles são mortos. Mortos pelos Ouros, a cor dominadora. E quando a morte de Eo desperta em Darrow um ódio desconhecido, os filhos de Ares o apresentam a verdade. A verdade acima de sua cabeça. Acima das minas que labutou durante toda a vida e do chão que sobreviveu à chicotadas quase fatais. Acima de todos os Vermelhos o restante das cores que formam a pirâmide social da humanidade vivem no futuro. No futuro que os Vermelhos acreditam ainda não existir.

Seria um spoiler tremendo revelar o que representa esse futuro, mas posso dizer que é revoltante, odioso e leva Darrow a aceitar uma missão: derrubar os Ouros por dentro, por em prática tudo que Eo acreditava. Ele aceita tornar-se algo que ele não é. Uma série de mudanças cirúrgicas e até sobrenaturais de certo modo o transformam em um Ouro. Estou falando de mudanças nos glóbulos oculares e nos dentes (trocam por novos), na densidade óssea (o abrem inteiro para forrar seus ossos) e claro, no comportamento. De novos cabelos e pele à linguajar, montaria e conhecimentos científicos injetados no cérebro. É realmente tenebroso, mas ao final Darrow se assemelha ao diabo e está pronto para fazer a prova de admissão para o Instituto, uma espécie de escola onde os jovens cores treinam para serem alguém na intrincada e majestosa sociedade.

 
Quem curte livros de fantasia em que casas disputam territórios, onde reis e rainhas ostentam castelos e exércitos dominam inimigos até torná-los escravos vai ter incontáveis orgasmos com essa etapa da história. Após serem aceitos pelo Instituto, os alunos são selecionados para integrar casas e participarem de um jogo. É aqui que Darrow é escolhido para a casa Marte e tem que conviver com dezenas de jovens brilhantes que buscam uma única coisa: tornar-se um Primus. O líder de seu castelo. Casas precisam derrubar outras casas e num Olimpo visível no céu, os Inspetores de cada casa ajudam seus pupilos quando a coisa engrossa de verdade. Deu pra captar o sentido desse parágrafo? Os deuses não ajudam ninguém e é tudo muito tendencioso. Na névoa inimigos espreitam e na neve o sangue escorrerá. É eletrizante acompanhar integrantes da mesma casa se dividirem pelo orgulho e pela sede de poder. Darrow fará amigos, inimigos e apanhará para fazer aliados, construir uma legião de soldados e vencer o inverno, a guerra e a própria morte.
Enquanto todos lutam pelo próprio futuro, Darrow batalha pelo futuro de uma casta inteira. Pelos Vermelhos que desconhecem o luxo acima da superfície, por sua família que ainda sobrevive das minas, por Eo que fez de sua morte um aviso e pelos filhos de Ares que construíram um monstro genial.
Não me vi cansado em momento algum (e olha que o livro beira as quinhentas páginas), achei brilhante cada termo criado, teoria explicada e propósito maior defendido e me apaixonei pelos vilões, mocinhos e meios-termos de todo o enredo. São personagens maravilhosos. Titãs mortíferos de coração mole, mocinhas de garra protetoras de segredos, pequeninos homens de habilidades invejáveis, inimigos cruéis e mutiladores. A narrativa é feita em primeira pessoa por Darrow e divide-se em quatro partes.Os cenários são encantadores e o desfecho promete uma sequência ainda mais libertadora. Fúria Vermelha se tornou favorito e ocupa agora um lugar especial na estante.
Leia mais de 4 milhões de livros no seu e-book. Os melhores e-books do mundo estão aqui

Recomendados para você

Deixe seu comentário