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[Resenha] Reboot – Amy Tintera

Publicado em 22 jul, 2015

Reboot – Amy Tintera
ISBN-10: 8501401099
Ano: 2015
Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Galera Record
Classificação: 
Página do livro no Skoob

Quando grande parte da população do Texas foi dizimada por um vírus, os seres humanos começaram a retornar da morte. Os Reboots eram mais fortes, mais rápidos e quase invencíveis. E esse foi o destino de Wren Connolly, conhecida como 178, a Reboot mais implacável da CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano. Como a mais forte, Wren pode escolher quem treinar, e sempre opta pelos Reboots de número mais alto, que têm maior potencial. No entanto, quando a nova leva de novatos chega à CRAH, um simples 22 chama sua atenção, e, a partir do momento que a convivência com o novato faz com que ela comece a questionar a própria vida, a realidade dos reinicializados começa a mudar.

Resenha:
Uma epidemia do vírus KDH dizimou boa parte da população dos Estados Unidos por duas razões. A primeira é que alguns que o contraíram morreram e acabaram ressuscitando. E essa é a grande graça da distopia, os humanos que voltaram à vida recebem o nome de Reboots. A segunda coisa é que uma guerra foi travada entre reiniciados e seres humanos – o que matou mais um tanto de gente. Isso ocorreu em algum momento do passado, mas atualmente eles convivem em uma moderada harmonia. Um trabalhando para o outro. Aliás, reboots servindo aos humanos.

Há uma hierarquia entre os reboots determinada pelo tempo que você levou para voltar do mundo dos mortos. Nossa protagonista, a Wren, levou 178 segundos para retornar. Isso a torna uma das mais temidas e respeitadas dentro da CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano. Quanto mais tempo morto, menos de humano permanece em você. Dentro dessa organização existem treinadores. Pessoas dotadas de habilidades que testam e ensinam os novatos o ofício. Ofício? Isso mesmo. Como eu disse, os reboots trabalham para os humanos. Eles enfrentam as mais complicadas missões no mundo lá fora, ou o que sobrou dele. O KDH não destruiu apenas os povos, fragilizou também todo o ecossistema.

Quando Callum, um reboot de número 22, entra na corporação, todos os treinadores não dão mais que duas semanas para ele ser morto. Um tempo tão curto significa sentimentos à flor da pele. Muito de humano em uma condição que já não necessita de coração para sobreviver. A dureza característica dos reboots é o que faz com que eles obtenham sucesso nas missões que recebem. Acostumada a escolher apenas os novatos com números grandes de reinicialização para treinar, Wren ou 178, acaba escolhendo Callum como aprendiz. O desafio a instiga. O sorriso dele, e o modo desengonçado como a irrita parece significar algo para ela.

O romance meio que guia essa história. Isso pode agradar ou não. Para mim não teve tanta importância. O fato dele ser o frágil e ela a durona meio que tira o foco dos pontos fracos desse aspecto. Callum é tão indisciplinado – no bom sentido-, que abre os olhos de Wren para questões que ela nunca considerou. Para onde vão todos as pessoas capturadas pelos reboots? Uma série de dúvidas pipocam na cabeça da dupla quando coisas estranhas começam a acontecer dentro da corporação. E quando digo coisas estranhas me refiro a reboots descontrolados possuídos pelo espírito de lobos famintos sedentos por sangue frutos de experiências de laboratório.

Reboot tem uma estrutura interessante de enredo, mas peca pela repetição. Imaginem só, é uma distopia. Obviamente as reviravoltas serão aquelas que já estamos acostumados a ler. Certo, isso não é ponto negativo. As coisas são como são. É aqui que entra o talento de cada autor para inserir seus personagens da forma mais original possível. Achei repetitiva todas as missões de Wren e os reboots. Eu fiquei esperando mil e uma bombas em cada invasão a domicílio e território hostil, mas levei um banho de água fria em vários momentos. Algumas missões realmente empolgam e surpreendem, mas é pouco.

A esperança de que exista um lugar onde os reboots possam viver em paz é o fio condutor da história. Os boatos são muitos e alguns verdadeiros. A relação de Wren e Callum, como vocês devem ter percebido pelos comentários que fiz, não fica apenas na amizade. Callum reacende a humanidade em Wren mesmo que isso seja assustador para alguém quem já morreu uma vez. Irônicos, sarcásticos e dispostos a salvar um ao outro.

Encerro dando um merecido parabéns para o reboot responsável pela capa desse livro. É desconcertante a forma como se encaixa com toda a atmosfera da história. Tem coisa melhor que perceber o quão pensando nos mínimos detalhes foi a obra que você acabou de ler?

Felipe Miranda

Felipe Miranda

Sou redator, produtor de conteúdo, freelancer 24h e quase jornalista. Não consigo ficar quieto. Criei o OMD aos 15 anos e de lá para cá já vivi um mundo inteiro de histórias malucas (sem nem sair de casa).

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