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[RESENHA] A Garota das Laranjas – Jostein Gaarder

Publicado em 08 abr, 2015

A Garota das Laranjas – Jostein Gaarder
Editora: Seguinte
ISBN: 9788535907124
Ano: 2014
Páginas: 132
Classificação: 
Página do Skoob

Numa carta de despedida escrita nos últimos dias de vida, um pai conta ao filho a história de sua busca por uma figura encantadora e enigmática que parece ter saído de um conto de fadas. Uma carta que ficou guardada por muito tempo revela ao adolescente Georg Røed uma história extraordinária. O autor da carta é o pai do menino, morto há onze anos. Ele escreveu esta longa mensagem de despedida para que o garoto pudesse lê-la depois, quando estivesse mais maduro. A história que o pai conta é do tempo em que ainda era um jovem estudante de medicina: a sua busca por uma moça desconhecida, que ele vê por acaso nas ruas de Oslo, sempre carregando um saco cheio de laranjas. Apaixonado, o rapaz persegue os diversos mistérios que cercam os seus encontros fugidios com a garota das laranjas, numa aventura que culmina numa grande revelação.


Resenha por Carlos Cavalcanti:

Não tenho certeza se li um livro ou se li uma carta. Mas de uma coisa eu sei, eu me emocionei bastante! Sempre soube que o autor do A Garota das Laranjas é o mesmo autor de O Mundo de Sofia (aquele livro que me mandaram ler no ensino médio para as aulas de filosofia e que eu sempre tive um pouco de, acho que, receio porque era um pouco grande e eu não gostava das aulas de filosofia). Mas aí me deparei com esse e fiquei um pouco curioso para lê-lo depois de ter visto uma sinopse como essa. Meu primeiro pensamento foi: será que tem algo em comum com A Menina que Roubava Livros? Tipo, uma roubando livros e a outra laranjas?

Acredito que o fator principal da leitura é justamente esse questionamento: para que servem as laranjas? Logicamente, eu já descobri, mas é algo que vou deixar omisso aqui para quem quiser descobrir por si só. Mas vamos à história:

Georg é um menino que perdeu o pai quando ainda era muito novo e que agora mora com a mãe, o padrasto e sua meia-irmã. Certo dia, ao chegar em casa da aula de música, encontra seus avós paternos, sua mãe e seu padrasto reunidos para lhe entregar um “pacote” que consistia numa carta escrita onze anos antes e que só foi “entregue” aquele dia. Não era uma carta de duas ou três páginas, mas com certeza, posso afirmar que devia ter entre dez e vinte páginas ou talvez mais. E seu conteúdo era basicamente um só: a garota das laranjas. Quem era ela? O que ela tem a ver com o seu pai, morto há onze anos? E por que laranjas?

Agora preciso fazer uma pausa para falar uma coisa que pode ser relevante para o próximo leitor desse livro: em questão de estrutura, o que me chamou muito atenção foi a divisão do livro. Ele não possui capítulos, mas tem dois tipos de escrita e espaços para representar assuntos que acabam, tal qual quando juntamos várias cartas em um documento só e precisamos separá-las com alguns espaços para que o conteúdo não se misture e se confunda. Bem, sobre a escrita: o Georg (que é quem assume dentre tantas características a posição de autor pressuposto da obra) narra e comenta a carta de maneira distinta da que o Jan Olav (o pai do menino e escritor da carta) escreveu. Isso cria, de certa forma, uma interação entre o leitor / autor / escritor da carta e o efeito é bem interessante.

Mas aí o rapaz descobre que tem uma doença que não tem cura e quer aproveitar os últimos dias de vida com o filho e a esposa, só que não bastasse isso ele ainda tem que escrever uma carta para contar uma coisa que ele contaria para o filho se continuasse vivo até o garoto ter idade suficiente para entender. Então já pensei: esse livro vai me emocionar. E de fato, isso aconteceu. Não vou me deter na história dessa garota das laranjas porque acabarei falando o mistério todo e isso não seria justo com o emocional de quem vai ler.

O livro vale muito a pena ser lido e apreciado. Dele saem “pensamentos” muito pertinentes, como o de que “ao empregar o pronome ‘nós’, a gente estabelece uma conexão entre duas pessoas com uma ação comum e quase faz com que elas se transformem em uma só” (p. 92). Além de que nos deixa pensando em se realmente há destino, ou como as vidas de duas pessoas podem se cruzar, ou se uma história pode se repetir ou inspirar uma outra história. Acima de tudo, como as coisas simples e pequenas podem desencadear coisas e sentimentos maiores e do efeito que podem ser sobre o “eu” e o “nós”.

Carlos Cavalcanti, graduando em Letras (Português e Inglês) pela UFRPE, tem 20 anos e uma idade mental de pelo menos uns 800, com muito exagero. É apaixonado por livros e leitura e ainda sonha em escrever, ou quem sabe traduzir, algum romance (que não seja piegas). Gosta, sobretudo, de distopias, ficções, fantasias, suspenses e todas as leituras que prendem o leitor da primeira à última página do livro. 

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