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[Resenha] A Formatura – Joelle Charbonneau

Publicado em 12 jan, 2015

A Formatura – Joelle Charbonneau
Editora: Única
ISBN: 9788567028477
Ano: 2014
Classificação:
Página do livro no Skoob

O futuro nunca foi tão incerto e desesperador. Cia Vale jamais imaginaria que as coisas pudessem chegar a esse ponto. Ela tem uma importante missão: liderar as ações para a verdadeira reconstrução do mundo pós-guerra, um caminho sem volta. Agora, ela é a peça-chave para concretizar o plano de pôr fim ao Teste, para o bem das pessoas.

Resenha:
Não faz sentido algum você, leitor, ler essa resenha antes de conhecer os dois livros anteriores O Teste e Estudo Independente. Como costumo fazer em desfechos de séries e trilogias, minhas impressões serão isentas de spoilers e maiores aprofundamentos que possam comprometer a leitura. A narrativa, que continua sendo em primeira pessoa, nos traz uma Cia disposta a lutar por aquilo que acredita, mesmo que não tenha muita certeza das atitudes que tem.

Para ser sincero, o livro anterior foi uma leve decepção. Depois de um primeiro livro morno, eu realmente esperava uma sequência extraordinária. O desfecho da obra escrita pela Charbonneau poderia ser melhor em incontáveis pontos. Admito que estava me surpreendendo até cerca de 90% das páginas. Infelizmente a autora não deu um final tão bom quanto eu esperava.

Em Estudo Independente, várias situações se repetiram e isso causou uma impressão ruim. Como se a trama não evoluísse e os personagens não fossem a lugar algum. Em A Formatura, os cenários mudam um pouco e novos personagens ganham espaço. Tornam-se co-adjuvantes de Cia, nossa protagonista destemida e incompleta. Aliás, incompleta é uma boa definição para essa trilogia. A autora construiu um mundo distópico e focou em um detalhe dele para desenvolver uma problemática: o Teste. O grande defeito disso tudo foi o fato dela inserir outras problemáticas e não resolvê-las. Um exemplo disso são os dissidentes que surgem no meio do livro e autora dá a entender que eles irão aparecer em algum momento, mas não. Eles são citados, instigam o leitor e logo são esquecidos.

Depois de Simon, líder da rebelião, ter destruído provas que poderiam ter dado um fim ao Teste, Cia se vê perdida. Ao expor a situação a presidente Collindar, ela ganha uma missão: matar todos que foram corrompidos e apoiam a tirania comandada pelo doutor Barnes. Com uma lista de 12 nomes nas mãos e um acervo de armas à disposição, ela terá que reunir o dobro de coragem que teve até aqui. Apesar da situação inédita, Cia continua com o mesmo dilema: “em quem confiar?”. Confiança requer um tempo que ela não tem, logo, as decisões tomadas serão através do tato. Da intuição.

O que interessa é o seguinte: ela não vai conseguir completar a tarefa sozinha e precisa de aliados. Aliados que consigam matar. O acordo com a presidente não será impecilho para Cia agir por conta própria. Um verdadeiro líder sabe que decisões tomar e quando tomá-las.

O romance nunca foi o foco de O Teste, então não esperem muitas coisas nesse lado. Ao terminar a leitura eu realmente considerei a possibilidade da autora escrever mais um livro. Material ela tem, ganchos também. Os furos que ela deixou podem não incomodar alguns, mas senti que faltaram explicações. Sobre o Teste em si, nem tanto, mas sobre os personagens mesmo. Até o básico, o futuro da Cia, ficou um tanto que vago.

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