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[Resenha] Dark House – Karina Halle

Publicado em 20 out, 2014

Dark House – Karina Halle
Editora: Única
ISBN: 9788567028392
Ano: 2014
Páginas: 352
Classificação: 
Página do livro no Skoob / Compre!

Há sempre algo fora do normal em Perry Palomina. Embora ela esteja vivendo uma crise ao passar pela síndrome pós-faculdade, assim como qualquer garota de vinte e poucos anos, ela não é o que chamaríamos de comum.Perry possui um passado que prefere ignorar, e há também o fato de que ela consegue ver fantasmas. Tudo isso vem a calhar quando se depara com Dex Foray, um excêntrico produtor que está trabalhando em um webcast sobre caçadores de fantasmas.Dex, que se revela um enigma enlouquecedor, arrasta Perry para um mundo que a seduz e ameaça sua vida. O farol de seu tio é pano de fundo de um mistério terrível, que ameaça a sanidade da moça e faz com que ela se apaixone por um homem que, como o mais perigoso dos fantasmas, pode não ser o que parece.

 Resenha:
Sou completamente apaixonado por histórias com temáticas sobrenaturais. Com uma capa misteriosa e sinopse instigante, Dark House me pareceu algo que seria surpreendente. E não me refiro a algo maravilhoso, obscuro e chocante, admito que até esperava algo mais juvenil e leve mesmo. Só não estava preparado para um romance com leves e passageiras pitadas de um terror mal construído. A autora costurou ideias demais, não se aprofundou em nenhuma que valesse a pena e terminou o livro de um jeito tão de repente, que lerei o livro sequente apenas para saber se a narrativa crescerá ou permanecerá na mesma.

Perry Palomino é a personificação de tudo aquilo que tenho pavor. Se a história em si não rende a porcentagem de terror que eu esperava, a vida de nossa protagonista garante essa questão com excelência. Perry tem 22 anos, um diploma nas mãos e não trabalha na área em que se formou. Aqui está um dos meus maiores receios. Acho que a frase que estampa a capa do livro, “A única coisa mais assustadora que lidar com os mortos é lidar com nós mesmos”, se encaixa de algum modo nesse aspecto. Um pouco gordinha e infeliz, nossa protagonista odeia o trabalho de recepcionista e tem certa inveja da irmã mais nova. Com 15 anos, Ada mantém um blog de moda na internet e mobiliza uma multidão de leitores.

Um farol abandonado está sempre presente nos pesadelos de Perry. Quando resolve passar um final de semana com o tio, na costa do Oregon, ela se depara com a materialização de suas noites em claro: o farol. A questão, é que a torre sinistra está abandonada e é alvo de caça-fantasmas há anos. A trama cresce e ganha força quando Perry visita o farol escondida, filma o passeio noturno e posta no blog da irmã. Viralizando rapidamente, é questão de tempo até Dex Foray, um produtor do youtube, mostrar-se interessado em gravar pilotos de uma série de TV sobrenatural para a internet.

No decorrer da trama a autora quis mostrar que algo maligno circunda Perry desde criança. Há memórias sombrias e esquecidas que ela não lembra por causa do período em que usou drogas. Acontecimentos estranhos, amigos imaginários e uma frequente sensação de perigo. Como se algo maligno estivesse a espreita para possuí-la. Bem, essas considerações foram percebidas após a leitura do livro, é como eu disse, não há uma conexão tão viva com todas as ideias expostas.

Não tenho problema algum com clichês. Quando bem usados, eles podem tornar uma obra algo memorável. Sempre enxerguei isso como uma questão de olhar do autor. As visitas ao farol para as gravações e todas as experiências  que acontecem nesse período são de algum modo rasas. Poderiam ser escritas em um tom mais tenso, eu diria. Dex e Perry acabam próximos, óbvio. Há faíscas, óbvio. Mas não houve um clima genuíno que me fizesse torcer pelos dois. Por mais que tudo indicasse que os dois se uniram por algum motivo, razão e circunstancia sobrenatural do destino.

Perry quer causar um impacto nas pessoas e evoluir, deixar uma herança que o mundo reconheça, entendem? O programa na internet tem um significado muito grande para ela. É sua chance de crescer. A empatia que essas reflexões causam seguram a narrativa. Juro. A interação com o público e a repercussão que os vídeos acabam tendo são muito legais de acompanhar também. Perry é uma boa personagem, o elenco a sua volta é que não permite que ela se fortaleça. A história por trás do fantasma do farol é até interessante, mas, novamente, mal explorada. Fiquei pasmo com o desfecho.

A resenha pode até estar em um tom negativo mas a leitura se deu de forma fácil e rápida. Narrada em primeira pessoa por Perry, o livro entrete, sim, e tem estrutura para melhorar e muito nos próximos volumes da série. Se você curte um romance maquiado de terror, aqui está!
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