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[Resenha] O Sobrevivente – Gregg Hurwitz

Publicado em 17 set, 2014

O Sobrevivente – Gregg Hurwitz 
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580412956
Ano: 2014
Páginas: 368
Classificação: 
Página do livro no Skoob / Compre!

No parapeito de uma janela de banheiro no 11º andar do First Union Bank, Nate só tem mais um objetivo na vida: reunir a coragem necessária para saltar e acabar com os seus problemas. De repente, ele ouve tiros dentro do banco e, ao espiar o que está acontecendo, vê uma cena terrível: criminosos mascarados disparando cruelmente em qualquer um que se coloque em seu caminho. Enquanto sustenta o olhar de uma mulher agonizante, Nate toma uma decisão. Lançando mão de seu treinamento militar, ele consegue render e matar todo o grupo, exceto o seu líder. Antes de escapar, o homem deixa claro que ele se arrependerá de seu ato heroico. Ele está certo. Em poucos dias, Nate é sequestrado pela máfia ucraniana e recebe uma ameaça: precisa voltar ao banco e concluir a tarefa que os bandidos não puderam cumprir. 

Resenha:
Chega a ser repetitivo o quanto ressalto a importância de bons personagens em uma estória. Não me refiro a índole ou caráter, me refiro à construção do personagem dentro da trama, da forma como ele é nos apresentado e desenvolvido. Em O Sobrevivente, uma única personagem tornou o livro em determinados momentos um fardo pesado demais para mim.

 Nate Overbay é aquele típico ex-soldado com traumas de guerra. Ao presenciar a morte do melhor amigo Charles em uma operação no Iraque, Nate passa a carregar uma espécie de culpa por não ter tomado atitudes diferentes. Atitudes que talvez pudessem ter salvado o amigo da bomba fatal. Nate mudou, a guerra o mudou. O retorno para a família após tanto tempo longe não está sendo tudo que ele esperava. Enquanto o fantasma de Charles passa a acompanha-lo e atormentá-lo com diálogos que tentam trazê-lo de volta à razão e superar o ocorrido, Nate acredita ser impossível seguir em frente. Como se doesse demais abandonar Charles agora. O resultado? Seu casamento chega ao fim.

Quando nosso protagonista é diagnosticado com esclerose lateral e as previsões médicas indicam uma morte dolorosa e iminente, Nate se afasta totalmente da família e passa a viver num estado introspectivo até que resolver suicidar-se. Ele não suporta a ideia de causar mais danos às pessoas que mais ama, sua ex-esposa Janie e sua filha Cielle. Determinado a pular das alturas da sacada de um banco, Nate é surpreendido ao presenciar um violento assalto no interior do local escolhido para seu trágico fim.

Apesar de incontáveis momentos de emoção que preenchem as páginas, nada se compara aos capítulos iniciais da trama. Como Nate não tem absolutamente nada a perder e a morte é tida como produto final, o medo não percorre sua veias ao impedir o assalto matando boa parte dos ladrões. A adrenalina o faz sentir-se vivo novamente, salvar aquelas vidas inocentes o fez uma figura pública. Um herói estampado em cada manchete de jornal. Um alvo de fácil localização. O único criminoso sobrevivente e foragido deixara um aviso direto e assustador: a vingança virá da pior maneira possível.Após ser sequestrado e torturado, Nate ganha uma boa razão para continuar vivo. Ao impedir o assalto ele acabou interferindo em assuntos particulares do chefão da máfia ucraniana. Um pacote presente em uma das gavetas do banco deve ser recuperado em cinco dias ou Janie e Cielle serão mortas…

Apesar de o livro ser uma aventura do início ao fim, os momentos de drama responsáveis por nos apresentar de forma pessoal os personagens, equilibram a trama de uma forma muito eficaz. Não só os mocinhos ganham capítulos emotivos, o chefão da máfia também tem uma história de vida para contar. Posso garantir que ambas as partes são interessantes e funcionam muito bem paralelas aos momentos de tirar o fôlego que as reviravoltas trazem. Aquela pergunta clichê “até onde um homem pode ir para proteger sua família?” é respondida com maestria.

Mas vamos nos deter ao grande aspecto negativo para mim em tudo isso. O problema atende pelo nome de Cielle. Sim, a filha do nosso protagonista. Sabe quando você simplesmente não consegue se apegar ou torcer por um personagem? A garota é tão chata que me vi questionando se no final das contas todos os esforços para mantê-la viva seriam realmente válidos. Com Nate a empatia veio de imediato, com Cielle ainda estou esperando. O ritmo de leitura poderia ter sido mais ágil se Cielle estivesse menos presente.

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