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[Resenha] O Doador de Memórias – Lois Lowry

Publicado em 02 set, 2014

O Doador de Memórias – Lois Lowry
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580412994
Ano: 2014
Páginas: 192
Classificação: 
Página do livro no Skoob / Compre!

Ganhadora de vários prêmios, Lois Lowry contrói um mundo aparentemente ideal onde não existe dor, desigualdade, guerra nem qualquer tipo de conflito. Por outro lado, também não existe amor, desejo ou alegria genuína.Os habitantes da pequena comunidade, satisfeitos com suas vidas ordenadas, pacatas e estáveis, conhecem apenas o agora – o passado e todas as lembranças do antigo mundo foram apagados de suas mentes.

Resenha:
O padrão estrutural das obras distópicas se mostra cada vez mais semelhante a cada livro que leio do gênero. Não existe mais aquela possibilidade do segredo maior que a trama busca esconder ser algo realmente novo, surpreendente e que tire o nosso fôlego. O Doador de Memórias é um relançamento de 2009, devido a adaptação para as telonas que chega em Setembro. Aqueles que leram a obra anos atrás podem tê-lo achado mais brilhante e original, afinal ainda não tínhamos essa enxurrada de falsas utopias, não é mesmo? Os pequenos detalhes da obra de Lois Lowry é que trazem à estória algo novo. Algo novo e bonito ao final de tudo.

Imagine uma forma de estado onde a cada ano uma cerimônia te encarrega de uma nova função com novas responsabilidades e obrigações perante a sociedade. Isso acontece desde seus primeiros anos de vida até você alcançar um nível máximo. Ao mesmo tempo que você cresce, evolui e aprende coisas novas, nenhuma fase da sua vida é feita por escolhas suas. Você não possui esse direito e nem imagina como é viver por contra própria, desrespeitar as regras é um delito grave e repudiado. Todos querem evitar a dispensa. Ser dispensado é sinônimo de fracasso. As únicas dispensas relativamente positivas são as dos velhos e das crianças-novas. Uma celebrando uma vida plena e feliz. Outra lamentando tudo que poderia ter sido mas não foi. Todos estão felizes assim justamente por não conhecerem algo diferente disso. Cada mínimo detalhe de sua existência é ditado, editado. As escolhas que te impõem vão desde sua família até seu emprego.

A apreensão de nosso protagonista Jonas é compreensível. A Cerimônia dos Doze é a última de sua vida e a mais importante também. Nessa em especial ele receberá uma atribuição que deverá cumprir por toda a sua vida. Desde pequeno Jonas vem sendo avaliado e acompanhado pelo Comitê dos Anciãos, o grupo que comanda e mantém o futuro de cada cidadão em suas mãos. De acordo com sua personalidade e características pessoais, Jonas receberá o que o Comitê julgar ideal. O enrendo ganha força quando Jonas recebe uma atribuição incomum. Ele não foi designado para ser um Limpador de Rua, Funcionário de Paisagismo, Entregador de Alimentos ou Criador. Jonas recebera uma honra. Ele será o próximo Recebedor de Memórias.

O grande detalhe que faz desse livro algo novo e realmente interessante é o fato de todos os cidadãos serem privados de cores, músicas e até do próprio sol. Conseguem imaginar algo dessa magnitude? O treinamento de Jonas consiste em receber todas as memórias de um mundo desconhecido por todos. O Doador está envelhecendo e precisa ser substituído. A última pessoa encarregada dessa função não resistira a toda dor e sofrimento que tais lembranças podem causar. Memórias que vão desde o mais lindo pôr do sol à guerra mais cruel e sangrenta. Com o passar das páginas Jonas descobre os segredos por trás de toda essa redoma que envolve a cidade e a importância de ser o próximo Doador. Ele conhece o mundo lá fora e todas as suas possibilidades.

A narrativa é feita em terceira pessoa e aquele clima de descoberta típico do gênero se faz presente a cada capítulo. Os personagens principais são basicamente a família de Jonas. Eles que ganham maior destaque e por eles vamos conhecer melhor as funções de variadas atribuições e responsabilidades de cada fase da vida. O treinamento de Jonas nos dá os melhores momentos do enrendo e nos revela a não tão inesperada verdade sobre o Comitê dos Anciãos. Os últimos capítulos nos guardam revelações inesperadas. Sim, acontecem coisas realmente nada previsíveis. É estupidamente bonito a forma como esse livro acaba. Eu ainda não acredito que a autora teve essa sensibilidade. Vale muito a pena.

Ao final temos uma entrevista com a cantora Taylor Swift. E quer saber? Fiquei totalmente surpreso com a personagem que ela interpretará na adaptação cinematográfica, isso acabou me mostrando que alguns pontos aparentemente pouco explorados no livro serão ampliados no filme. Mas na verdade Meryl Streep no elenco já é um baita motivo para ir ao cinema, não é mesmo?

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