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[Resenha] 4 de Julho – James Patterson e Maxine Paetro

Publicado em 03 mar, 2014

4 de Julho – James Patterson e Maxine Paetro
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580410198
Ano: 2011
Páginas: 207
Classificação: 
Página do livro no Skoob

A tenente Lindsay Boxer não podia vacilar: era matar ou morrer. Ela estava na mira de uma arma. Se não puxasse o gatilho da sua pistola, a Polícia de São Francisco perderia um dos seus melhores oficiais. Lindsay não teve dúvida, afinal era legítima defesa. O resultado: uma adolescente morta, uma cidade dividida e a tenente no banco dos réus. Antes de ser levada a júri, Lindsay resolve descansar na pitoresca Half Moon Bay. Mas não é exatamente descanso o que ela encontra. Uma série de crimes vem assustando a pequena cidade. Não há pistas nem testemunhas. Porém um detalhe intriga a tenente e pode ter ligação com um caso jamais resolvido.

Resenha:
Como leitor tive a oportunidade de conhecer a narrativa de Patterson em romances e ficções infanto-juvenis, com sua escrita o autor já me fez chorar (O Diário de Suzana para Nicolas) e dar boas gargalhadas ( Escola: os piores anos da minha vida). Digamos que 4 de Julho firmou de vez minha admiração pelo James. Vamos combinar e aceitar que ele tem talento para escrever sobre absolutamente tudo. O Clube das Mulheres Contra o Crime acaba de ganhar mais um admirador.

A Tenente Lindsay Boxer, chefe do Departamento de Homicídios da cidade de São Francisco estava determinada a encontrar o canalha que havia matado dois adolescentes em um curto período de tempo nas últimas semanas. Quando um veículo suspeito é visto rondando as cenas dos crimes, o inspetor Jacobi não pensa duas vezes em chamá-la para ajudá-lo, porém o que seria uma simples averiguação, se torna uma perseguição em alta velocidade pelas ruas. O carro suspeito acaba sofrendo um acidente e ao constatarem que os dois adolescentes que dirigiam o veículo se encontram machucados, Lindsay e Jacobi não pensam duas vezes ao recolherem suas armas e tentarem ajudar os jovens marginais indefesos.  Por um erro de procedimento totalmente aceitável, onde o extinto humano falou mais alto que a cartilha do dever policial, os dois acabaram sendo baleados por Sara e Sam Cabot.

Em legítima defesa, Lindsay acabou matando Sara e condenando Sam à cadeira de rodas pelo resto de sua vida. Agora o pai dos jovens está entrando com uma ação judicial acusando-a por homicídio culposo, abuso de força e má conduta policial. É mole? Enquanto a mídia arma um circo nada favorável e a população dividi-se em opiniões, Linday aguarda seu julgamento, onde será levada a júri para responder pelas acusações. Seguindo recomendações para afastar-se do caos, ela parte para Half Moon Bay, onde descansará com sua border collie Martha. Obviamente como todo policial de livros ela não consegue ficar longe de crimes ou de investigações por conta própria. A aparente pacata cidadezinha está sendo vítima de uma série de assassinatos intrigantes, famílias aparentemente de boa índole estão sendo assassinadas. Degoladas e chicoteadas. A assinatura bizarra remete a um antigo caso não resolvido de Lindsay que ela nunca esquecera. O Anônimo 24. Preciso dizer mais alguma coisa?

Ela vai atrás de pistas, usará toda sua influência de policial condecorada e seguirá no encalço do perigo sem medo algum. Sua única preocupação resume-se na batalha judicial que está envolvida. Disposta a descobrir quem está matando tanta gente, ela mergulha de cabeça no passado das vítimas e acaba descobrindo ligações interessantes. Ao mesmo tempo que faz novas amizades, incluindo um porco e uma linda garotinha. Paralelo a tudo isso vamos acompanhar os três criminosos escolhendo suas próximas vítimas, vamos entender o modus operandi e temer pela segurança de Boxer. Ela está futucando um ninho de vespas e mudanças de planos acontecem deixando tudo mais perigoso.

 Para quem é fanático por julgamentos em tribunais, 4 de Julho é o livro para você. Os capítulos que narram as audiências são simplesmente alucinantes, o ritmo é tão frenético, me despertou tantos sentimentos, tanta angústia, não consegui largar até terminar a leitura, os capítulos são curtos e facilitam isso. A narrativa é na maior parte, em primeira pessoa, porém há capítulos em terceira, onde acompanhamos os assassinos agindo pela visão de um narrador de fora. Não me recordo de ler algum romance policial com mulheres protagonizando, é simplesmente outro clima. É mais leve e gostoso de acompanhar. O Clube das Mulheres Contra o Crime é composto pela Lindsay e outras três amigas que também fazem parte dessa estória, a advogada Yuki, a reporter Cindy e a legista Claire. Acredito que cada volume da série envolva um crime a ser solucionado por uma delas. Já deu pra sentir a personalidade de cada uma e é certo aguardar por fortes emoções. Não vejo a hora de ler o próximo! Há reviravoltas que lançam a trama para uma direção inesperada e o desfecho é magnífico. Patterson tem um dom nato para interligar ideias e ao virar a última página, praticamente cada personagem inserido na trama teve uma razão de existir. Incrível!

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