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[Resenha] Sete dias sem fim – Jonathan Tropper

Publicado em 15 jul, 2013

Sete dias sem fim – Jonathan Tropper
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580411553
Ano: 2013
Páginas: 304
Classificação: 
Página do livro no Skoob

Judd Foxman pode reclamar de tudo na vida, menos de tédio. Em questão de dias, ele descobriu que a esposa o traía com seu chefe, viu seu casamento ruir e perdeu o emprego. Para completar, seu pai teve a brilhante ideia de morrer. Embora essa seja uma notícia triste, terrível mesmo é seu último desejo: que a família se reúna e cumpra sete dias de luto, seguindo os preceitos da religião judaica. Então os quatro irmãos, que moram em diversos cantos do país, se juntam à mãe na casa onde cresceram para se submeter a essa cruel tortura. Para quem aprendeu a vida inteira a reprimir as emoções, um convívio tão longo pode ser enlouquecedor. Com seu desfile de incidentes inusitados e tragicômicos, Sete dias sem fim é o livro mais bem-sucedido de Jonathan Tropper. Uma história hilária e emocionante sobre amor, casamento, divórcio, família e os laços que nos unem – quer gostemos ou não.

Resenha:
Judd Foxman terá que participar de um Shivá, uma tradição do Judaísmo, um período de sete dias onde os parentes próximos passam o luto do ente querido. O ente querido em questão é seu pai, que após meses em coma por causa de um câncer terminal de estômago está morto. Não há como fugir, apesar de haver motivos para questionamentos, seu pai não era apegado a religião, nem sequer acreditava em Deus. Porém esse foi seu último pedido e ele deve ser respeitado. Judd é o foco do enredo, ele pegou sua esposa Jen, na cama com seu chefe, o falastãro Wade. Sem esposa, sem emprego, sem casa, é realmente preciso citar as mudanças que isso causa em um homem? Ele se sente velho demais para ter tanto nada, nada que indique uma existência de sucesso até agora.

Durante nove anos eles dividiram uma vida, construíram uma rotina, hábitos, piadas íntimas, eles se conheciam ou achavam que conheciam. Quando Jen engravida e perde o bebê meses antes do nascimento, ocorre uma ruptura desse laço entre os dois, talvez esse fato tenha sido responsável por algumas mudanças que passaram despercebidas, o amor se tornou fraco, de ambos os lados.  O que importa é que Judd se sente traído demais pra perdoar, até quando acaba descobrindo que será pai no momento mais improvável possível. A vida poderia ser mais trágica?

É aceitável que com os caminhos que a vida toma, os irmãos Foxman tenham se afastado com a chegada da vida adulta, esse luto será um bom momento para matar saudades, se é que existe alguma, e resolver questões que assombram cada membro da família, isso eu garanto. Claro, da forma mais hilária possível graças a escrita ágil e inteligente de Tropper. Judd, reencontrará amores antigos e se verá diante de opções, mas quando se tem uma futura ex-esposa grávida não fica fácil seguir em frente sem receios. A Sra. Hillary, guarda uma das revelações mais chocantes do livro, após tantos anos de casada, filhos criados e encaminhados na vida, ela está pronta para novas experiências sexuais. Se é que me entendem… Feliciano não representa a viúva. Wendy, a única filha da família, é casada com Barry, que não larga o celular um segundo se quer durante o livro todo, os negócios parecem ser mais importantes que seus três filhos. Phillip, o caçula, parece ter cansado de transar com todas as jovens da face da terra e está namorando Tracy, uma quarentona que parece ser a melhor mulher com que se relacionara.

Mas será que pau que nasce torto se endireita algum dia? Paul é casado com Alice, os dois tentam ficar grávidos mas parece que a cegonha não está ajudando. O relacionamento de Judd com o irmão Paul é um ponto tocante da estória, os dois passaram por algo na adolescência que definiu o relacionamento frio e distante dos dois por toda a vida. E pra completar, Alice e Judd perderam a virgindade juntos…

Durante uma semana os membros dessa família receberão vizinhos, parentes próximos e distantes, conhecidos e quase desconhecidos, prestando suas condolências e demonstrando seus pêsames, uma série de situações embaraçosas e tragicômicas. Intermináveis travessas de comidas, cigarros de maconha e bebedeiras aliadas a acertos de contas. A medida que as páginas passam, lembranças do pai invadem as mentes dos irmãos e fica difícil não se emocionar. Diante de tantos problemas pessoais, fica fácil perceber que apesar de não serem uma família de verdade a bastante tempo, não há dúvidas do amor entre eles. O leitor se vê repensando atitudes.

“Achamos que temos todo o tempo do mundo, e então nosso pai morre. Achamos que estamos muito bem casados, e então nossa mulher vai pra casa com nosso chefe. Achamos que nosso irmão é um babaca, mas então descobrimos que na verdade babacas somos nós.” Trecho da página 242


De chorar de rir e cortar o coração. Recomendo todo e qualquer livro do Jonathan Tropper. Demorei mas finalmente pude ler outro livro do autor, as ótimas primeiras impressões com Tudo pode mudar me deixaram com gostinho de quero mais. Apenas leiam!

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Deixe seu comentário

14 Comentários

  • Yasmin
    18 agosto, 2013

    Achei a história interessante e fiquei intrigada em saber como deve ser difícil e emocionante passar sete dias com os parentes,nem tão próximos assim, em um luto de um ente querido.Quero ler com certeza.

  • Geovany Smith
    17 agosto, 2013

    chamou atenção

  • Gabrielle Garcia
    29 julho, 2013

    Adorei, adoro histórias em família, acho que tudo fica mais emocionante!

  • Cristiane Dornelas
    25 julho, 2013

    Uma história bem interessante essa. Vi algumas resenhas do livro e já deu vontade de conferir, mais uma com essa.

  • Leitura extrema
    18 julho, 2013

    Nunca tinha visto esse livro achei ele bastante interessante.

  • Gabrielle
    16 julho, 2013

    Que confusão de sentimentos, mistura amor, ódio, traição e por aí vai. Parece ser muito bom e leitura rápida.

  • Rodrigo Lessa ®
    16 julho, 2013

    Nossa, realmente o Jonathan acertou em cheio com esse livro! Pude perceber o quão sofrimento o protagonista se encontra e como é a reação dessa familia, sabendo das situçoes e depois se reunindo. Fiquei muito interessado em ler esse livro. É bom ter essa mistura nele também, acho que vai me agradar de qualquer jeito por isso. Seja por um, ou por outro genero.

  • Ariana Oliveira Gomes
    15 julho, 2013

    Nunca li nada do autor, mas posso garantir que sua resenha me deixou morrendo de vontade de acabar com isso…
    Que tragédia grega, hein? Esse teve mais desgraças de uma única vez na vida, do que muita gente… Gostei de saber que há humor mesmo no meio deste caos…

  • Ingrid Joyce
    15 julho, 2013

    Um livro que me interessou bastante, adorei também a resenha, parabéns 😀

    sonholiterario.blogspot.com

  • Ananda Castilho
    15 julho, 2013

    Nem conheço o autor, curti a resenha e ja ta na lista de desejados. 😀

  • Andressa Nunes
    15 julho, 2013

    Gostei muito da resenha, a história parece ser cativante, tem um bom ritmo e prende a atenção do leitor.

  • Larissa
    15 julho, 2013

    Adorei a resenha, parece ser um drama meio cômico…é isso? bom eu o que parece, mas me diz quando não rola algo dramático e cômico quando une a família?

  • Ana Maria :)
    15 julho, 2013

    Adorei sua resenha felipe! nunca li nada do autor :/

  • Anônimo
    15 julho, 2013

    Que legal sua resenha!! Este livro mistura todos os sentimentos, ne? Traição, amor, perda, superação, perdão…
    É tão bom ler um livro que te faz refletir sobre relacionamento, seu convívio com a família. Gostei, fiquei bem curiosa!