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[Resenha] Profundezas – Roderick Gordon e Brian Williams

Publicado em 21 set, 2012

Profundezas – Roderick Gordon e Brian Williams
Editora Rocco
ISBN: 9788561384845
Ano: 2010
Páginas: 692
Página do livro no Skoob
Classificação: 

Em Profundezas, essa descoberta se torna ainda mais surpreendente e ameaçadora. Na busca por seu pai, Will é levado a lugares cada vez mais profundos nos subterrâneos da Terra e obrigado a enfrentar situações que podem desviá-lo de seu objetivo. Seguindo os rastros do Dr. Burrows, o jovem protagonista, seu amigo Chester e o recém-descoberto irmão Cal deixam a Cidade Eterna, como é chamada a colônia subterrânea, rumo à Grande Planície, onde a escuridão é cada vez maior e o perigo, também. Em sua busca, o trio acaba descobrindo um plano dos Styx que pode ter consequências terríveis para toda a vida na Crosta. Para sua surpresa, Will é perseguido ainda pela sombra de uma irmã perversa que vai complicar ainda mais as coisas.

Assim como o primeiro livro desta série,Túneis,que você pode conferir a resenha clicando aqui,Profundezas,a continuação,foi resenhado pela querida da Elizabeth Costa.Mais uma vez te agradeço,muito obrigado!
Vamos conferir? Esta resenha contém spoilers.
Resenha:
Se você lembra de como terminou Túneis e espera saber o que acontece com os protagonistas, vai se surpreender em ver que não é assim que o Profundezas começa. Nas primeiras páginas conhecemos Sarah Jerome, uma mulher misteriosa (como tudo mais na série) andando furtivamente pelas ruas de Londres. Pelos detalhes da narrativa, logo descobrimos que Sarah é uma fugitiva da colônia, mas por hora é só, logo voltamos ao Trem dos Mineradores, no qual após todos os dramas, perdas e mortes de Túneis, Will, Cal e Chester estão rumo ao Desterro, um lugar completamente deserto onde, a não ser pelo vago conhecimento de Cal, o grupo está completamente sem apoio e sem perspectiva de melhora.
Will continua com a busca por seu pai (que beira a obsessão), mas não tem muita ideia de por onde começar. Neste livro conhecemos muitos lugares novos, como a Cidade da Greta, lugar onde a primeira colônia foi construída, e quando achamos que o trio não pode descer mais fundo, os autores sempre mostram que estamos errados. Outra inovação é termos notícias do quase esquecido Dr. Burrows, que anda meio sem rumo pelas Profundezas fazendo anotações e tratando tudo como uma maravilhosa oportunidade de ser reconhecido no meio científico com suas descobertas.
Apesar dos mistérios só crescerem a cada novidade que aparece, o começo do livro não tem o mesmo ritmo de Túneis, é bem mais descritivo, introduzindo mais perguntas e nos deixando cada vez mais ávidos por respostas, mas sem muita ação, o que parece uma nova introdução para uma nova fase.
A ação começa quando percebemos a movimentação incomum dos Styx, com quem aprendemos a não brincar no volume I da série, na Grande Planície e também a presença de Rebecca, “ex-irmã” de Will, que está nas Profundezas em uma operação nunca vista antes. E é justo depois disso que as coisas se agitam ainda mais com a entrada de dois novos personagens: Drake e Elliot, renegados condenados ao desterro assim como Will, Chester e Cal, que além de trazerem consigo muita ação e mais novidades, respondem algumas de nossas perguntas (ufa!).
Mais uma vez elogio o desenvolvimento dos personagens, falíveis, mutáveis, humanos. Alguns relacionamentos, que antes pareciam tão sólidos, começam a desmoronar, alguns personagens nos fazem um pouco de raiva com suas atitudes, outros nos surpreendem. Intrigas, amizades novas, brigas, um quase romance.
É tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo nesta parte “pós-introdutória” do livro que é possível sentir o desespero dos personagens, e não me refiro apenas ao trio principal. A qualidade da série se mantém, os mistérios se aprofundam, novos personagens aparecem, antigos retornam com mais importância e eu quase morro do coração com algumas das reviravoltas. Emocionante, enigmático e muitas vezes assustador, Profundezas mexe com todos os seus sentidos e sentimentos, o enredo segue tão fluido e envolvente que conseguimos sentir o calor do centro da terra, a sensação claustrofóbica, o cheiro de bolor… Estou morrendo por ainda não ter posto minhas mãos em Vertigens, pois o final de Profundezas me deixou extremamente aflita.

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1 Comentário

  • Leitura extrema
    06 julho, 2013

    Que de mais esse livro :p